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McLaren vê poder excessivo das equipes e diz que F1 2021 "foi como pantomima"

Diretor-executivo da McLaren, Zak Brown, pede por um regulamento mais firme e vê o excesso de poder das equipes na Fórmula 1 como uma "pantomima"

17 jan 2022 13h11
| atualizado às 13h17
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Zak Brown pede que as equipes tenham menos poder
Zak Brown pede que as equipes tenham menos poder
Foto: McLaren / Grande Prêmio

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Na última semana, Zak Brown, diretor-executivo da McLaren, se colocou totalmente contra o aumento do teto orçamentário da Fórmula 1 2021 — que era de US$ 145 milhões e, agora em 2022, será diminuído para US$ 140 milhões — por conta das corridas de classificação. Só que, em novas declarações divulgadas no site oficial da McLaren, o mandatário foi além: para ele, "algumas equipes" do grid pressionam a F1 para obter vantagem, benefícios ou mesmo poder no esporte. E a maior brecha para isso acontecer se deve à falta de policiamento do regulamento da categoria, que é gerenciado pela FIA (Federação Internacional do Automobilismo).

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O exemplo exposto por Brown é o polêmico GP de Abu Dhabi, etapa final do ano passado. Ele explica que, por mais conturbado que tenha sido, não foi o único problema que a FIA e as equipes enfrentaram nos últimos anos. "É óbvio focar na corrida de Abu Dhabi, no final da temporada passada, que é um objeto de investigação da FIA", disse Brown. "Mas isso foi um sintoma e não uma causa, na minha opinião. Houve problemas sistêmicos em torno do alinhamento e clareza sobre quem faz as regras que se manifestaram nos últimos dois anos, às vezes de maneira importante", acrescentou.

"Os sinais de dificuldades organizacionais podem ser vistos no GP da Austrália de 2020 e no GP da Bélgica do ano passado, ambos marcados por uma aparente falta de preparação para os eventos que se desenrolam e inércia temporária nas soluções", seguiu.

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Zak Brown se opôs ao aumento do teto orçamentário na F1 (Foto: McLaren)

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Após muita indefinição, o GP da Austrália de 2020 foi cancelado a pouco menos de duas horas antes do horário planejado para o primeiro dia de treinos livres, justamente no momento em que a pandemia tomava conta do mundo. A etapa em Spa-Francorchamps em 2021 também foi muito conturbada. Dentro de um enredo completamente particular e um adiamento de três horas desde o horário estipulado para a largada, o GP da Bélgica entrou para a história da Fórmula 1 por conta da não-corrida dada como realizada pela categoria, após os carros registrarem apenas duas voltas sob safety-car por conta de um forte temporal.

Por isso, o dirigente norte-americano pede por um regulamento mais duro e eficaz em momentos vulneráveis. Contudo, enfatiza que a organização da F1 precisa também policiar o poder das equipes, que também pode gerar muitas "inconsistências" nas regras.

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Zak Brown pede teto orçamentário na Fórmula E (Foto: McLaren)

"Às vezes, parece uma audição de pantomima [um teatro gestual e dramático], ao invés de um esporte global. Está claro que algumas das regras e as tomadas de decisões não são aceitáveis. Ninguém está feliz com a inconsistência no policiamento do regulamento, que tem sido explorado pelas equipes para obter vantagem competitiva", argumentou.

"Eu disse antes que as equipes têm muito poder e isso precisa ser reduzido. Temos um papel significativo na elaboração dos regulamentos e governança da Fórmula 1, e essa influência nem sempre é impulsionada pelo que é melhor para o esporte. Sim, as equipes devem ser consultadas e suas perspectivas consideradas, principalmente em questões estratégicas de longo prazo. Mas às vezes parece que o esporte é governado por certas equipes.

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"Não esqueçamos que nós, as equipes, contribuímos para as inconsistências dos regulamentos tanto quanto qualquer um. Foram as equipes que pressionaram para evitar a todo custo terminar as corridas sob um safety-car [em Abu Dhabi]. São as equipes que votaram em muitos dos regulamentos que reclamaram. São as equipes que estão usando as comunicação de rádio para o diretor da corrida para tentar influenciar as penalidades e os resultados da corrida. Isso não tem sido edificante para a F1″, concluiu.

Em 2022, o novo presidente da FIA é Mohammed Ben Sulayem, substituindo Jean Todt, que encerra um período de 12 anos em que esteve à frente da federação reguladora do automobilismo internacional.

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