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Inconformada, Mercedes diz que Fórmula 1 "não pode rasgar regras pelo bem do show"

Chefe da Mercedes, Toto Wolff voltou a dizer que a polêmica decisão do título de 2021 nunca será superada - nem pela equipe e nem por Lewis Hamilton. O dirigente austríaco segue insatisfeito com as ações da direção de prova em Abu Dhabi e cobra mudanças para o futuro

23 jan 2022 04h02
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A ultrapassagem do título de Verstappen
A ultrapassagem do título de Verstappen
Foto: Reprodução/TSN / Grande Prêmio

A Mercedes ainda segue desiludida após a derrota em 2021 na Fórmula 1. A equipe, embora tenha conquistado o oitavo título no Mundial de Construtores, continua inconformada com a maneira como a decisão do campeonato de pilotos se deu em Abu Dhabi. Chefão da esquadra multicampeã, Toto Wolff deixou claro que em o time e nem Lewis Hamilton jamais vão superar o golpe sofrido na temporada passada.

Depois de ficar mais de 20 pontos atrás de Max Verstappen na reta final da disputa, Hamilton desembarcou em Yas Marina empatado em número de pontos com o holandês - que ainda tinha a vantagem nas mãos por ter vencido mais vezes. Ainda assim, o inglês dominou a etapa derradeira e caminhava para a vitória, que lhe daria a oitava taça do mundo. Mas um acidente nas voltas finais mudou todo o cenário.

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Nicholas Latifi bateu e provocou a entrada do safety-car. Durante a paralisação, Verstappen, que vinha na segunda colocação, aproveitou para trocar os pneus. A Mercedes, por outro lado, optou por deixar Lewis na pista. Acontece que a direção de prova mudou de ideia quanto aos procedimentos do SC. Em uma primeira mensagem às equipes, determinou que não haveria ultrapassagem para ordenar o pelotão. Mais tarde, decidiu que apenas os retardatários entre o líder Hamilton e Verstappen teriam a autorização para passar, o que não consta no regulamento.

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Com isso, o heptacampeão se viu vulnerável à frente de Max, restando apenas uma volta para o fim da corrida. No reinício, o piloto da Red Bull superou o britânico da Mercedes e garantiu o primeiro título da carreira.

As ações do diretor de prova, Michael Masi, foram questionadas pela Mercedes logo após a bandeirada. A equipe entrou com recurso ainda em Abu Dhabi, mas teve o pedido recusado. Mais tarde, manifestou a intenção de apelar à Corte, mas acabou desistindo, depois que a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) se comprometeu em investigar os procedimentos adotados na parte final da corrida em Yas Marina.

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O dirigente austríaco não escondeu a decepção com tudo que ocorreu nos giros derradeiros da temporada. "Lewis, eu e toda a equipe estamos desiludidos. Nós amamos este esporte porque é honesto. O cronômetro nunca mente. Mas se quebrarmos esse princípio fundamental de justiça e se o cronômetro não for mais relevante, então você passa a duvidar do esporte. Que todo o seu trabalho, sangue, suor e lágrimas possam ser tirados de você. Vai levar muito tempo para digerir", disse Wolff em entrevista à revista alemã Auto Motor Und Sport.

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Toto Wolff disse que jamais vai superar o que aconteceu em Abu Dhabi (Foto: Mercedes)

"Acho que nunca vamos superar isso, especialmente Lewis como piloto. Pelo menos, podemos tentar em conjunto com a FIA fazer um futuro melhor", completou.

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Wolff também falou sobre as lições tiradas do episódio de Abu Dhabi e cobrou a entidade que rege o esporte. "Espero ações e não apenas palavras. Em um esporte que deveria ser um esporte, não podemos fazer freestyle assim com um conjunto de regras. Antes do início da nova temporada, deve haver clareza sobre o que é permitido ou não é. Isso para todos: pilotos, equipes, fã. No final, oferecemos entretenimento, mas nenhuma decisão deve quebrar as regras pelo bem do show", disparou.

A FIA prometeu investigar o caso a fundo e divulgar o resultado antes do início do campeonato deste ano, que tem a primeira etapa no dia 20 de março, no Bahrein. Enquanto isso, Hamilton segue em silêncio. O recordista de vitórias na F1 não se pronuncia desde o GP de Abu Dhabi, em dezembro passado.

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