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FIA nega irregularidade no motor Mercedes após pedido de revisão da Red Bull

A FIA (Federação Internacional do Automobilismo) respondeu à solicitação da Red Bull em relação ao motor Mercedes e negou qualquer irregularidade

12 out 2021 15h47
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A FIA negou qualquer irregularidade do motor Mercedes
Foto: Mercedes / Grande Prêmio

Após perceber uma grande melhora da Mercedes em termos de aceleração nas retas, que acontece desde o GP da Inglaterra, a Red Bull desconfiou. Presumindo que pudesse existir alguma ilegalidade por parte da escuderia alemã, solicitou à FIA (Federação Internacional do Automobilismo) uma revisão dos componentes do motor do W12. A resposta, enfim, chegou. Segundo Helmut Marko, consultor da equipe austríaca, a FIA negou qualquer tipo de irregularidade.

"Tudo isso foi esclarecido pela FIA. Temos que aceitar o que a FIA decidir", disse Marko, em entrevista ao portal Motorsport-Magazin.

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Conforme informou a revista Auto Motor und Sport há pouco mais de um mês, a suspeita da Red Bull começou por conta dos dados de GPS que apontaram a enorme vantagem que a Mercedes vem tendo quando acelera para sair de curvas mais lentas. A entrada da Mercedes é tão veloz que compensa o fato de que, no fim das retas, a Red Bull tem vantagem. Por isso, a marca dos energéticos acreditava que a força motriz da mudança estava no intercooler.

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A Red Bull desconfiava de uma possível irregularidade no motor Mercedes (Foto: Mercedes)

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A explicação da revista era a seguinte: o intercooler comprime o ar normalmente de 100°C para a temperatura ambiente, mas é possível ir abaixo disso, com o limite sendo 10°C abaixo da temperatura ambiente. Na faixa de carga parcial - com velocidade baixa ou moderada -, as temperatura são normalmente mais baixas. E nessas condições, como o ar frio é mais denso que o quente, força a queima de mais combustível, o que significa mais desempenho. Portanto, se o motor consegue reservar sua proporção de ar frio para a primeira faixa de carga total - quando sai de velocidade muito baixa -, tem vantagem no processo de aceleração.

Não só a Red Bull, mas a Ferrari também acreditava que a Mercedes separava o ar frio do quente por algum tempo para a aceleração e fazia isso ao esconder o ar por um caminho entre o intercooler e o plenum, o que rende até 20 cv na fase inicial de aceleração. Um pouco depois, o compressor empurra o ar mais quente e a vantagem deixa de existir.

Os taurinos, no entanto, sabiam que nada disso era ilegal. A dúvida era sobre até quando o ar conduzido ao plenum poderia ser resfriado e, como tudo é feito através de sensores, se o sensor responsável por essa medição estava realmente numa parte em que os valores podem ser precisamente determinados.

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Com o retorno negativo da FIA, a Red Bull segue brigando com a equipe alemã na pista. Isso porque, embora Max Verstappen tenha retomado a liderança do Mundial de Pilotos no GP da Turquia, apenas seis pontos o separam de Lewis Hamilton, segundo colocado. E, além disso, a Mercedes ainda segue líder do campeonato de construtores, com 433,5 tentos.

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