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"Nunca vi isso": visibilidade do aeroscreen gera debate após GP chuvoso em Indy

A chuva forte que caiu no final do GP de Indianápolis 1 gerou reclamações de alguns pilotos sobre a baixa visibilidade com aeroscreen, enquanto outros saíram em defesa do dispositivo

16 mai 2022 16h26
| atualizado às 16h47
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GP de Indianápolis teve muita chuva no final da corrida
GP de Indianápolis teve muita chuva no final da corrida
Foto: IndyCar / Grande Prêmio

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A chuva teve um papel importantíssimo no GP de Indianápolis 1 no último sábado (14). A prova começou com pista molhada, o tempo melhorou e, no final da corrida, voltou a chover com força no Indianapolis Motor Speedway. Essa foi a primeira vez em quase três anos que a Indy teve uma corrida com chuva, e o primeiro teste de fato do aeroscreen, dispositivo de segurança introduzido em 2020, nestas condições.

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Conor Daly, piloto da Carpenter reclamou da visibilidade baixa com o aeroscreen após a prova no circuito misto do Brickyard. O americano revelou um fenômeno inusitado em que a água se concentrou no centro de seu visor, e pediu uma análise do ocorrido ao presidente da Indy.

"Eu nunca tinha visto nada assim. Era como se a água ficasse só no centro do aeroscreen. E eu não sei porque, mas, mesmo quando você ia mais rápido, o que eu esperava que fosse ajudar a clarear a visão, isso não acontecia", explicou Daly.

Conor Daly reclamou da visibilidade com o aeroscreen (Foto: IndyCar)

"Obviamente, isso é mais um teste científico. Temos muitos dados para analisar com a categoria, e tenho certeza que Jay Frye [presidente da Indy] também analisará isso. E ele odeia quando falo sobre o aeroscreen, mas estou apenas descrevendo o que vi", prosseguiu o piloto da Carpenter.

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O brasileiro Helio Castroneves, que chegou a andar no top-10 mas acabou apenas na 14ª colocação, foi outro que também reclamou do acúmulo de água com o aeroscreen. Daly não teve seu desempenho afetado na chuva, terminando em quinto, seu melhor resultado na temporada, mas enfatizou sua preocupação com a baixa visibilidade.

"Foi definitivamente difícil correr assim, porque você não quer, obviamente, terminar do lado errado. Mesmo com bandeira amarela não conseguia ver os carros na minha frente. Eu tive que ser guiado até o pit lane, e isso é preocupante. Espero que possamos resolver isso, mas tomara que tenhamos um clima melhor pelo resto do ano", concluiu Conor.

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Simon Pagenaud, que terminou a corrida na segunda posição, melhor resultado da temporada da Meyer Shank, também afirmou que não conseguia ver nada no final da prova. O francês deu uma sugestão criativa, e indagou sobre a possibilidade de a Indy instalar um limpador de para-brisa nos carros.

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"Se tivéssemos um limpador, provavelmente ajudaria. Mas essa foi a primeira corrida real com o aeroscreen, então temos que dar crédito à Indy. A segurança é incrível, mas nessas condições você precisaria de um limpador, como nos carros esportivos. É possível e provavelmente ajudaria nessas condições. Obviamente, não sou engenheiro, não sei o que devemos fazer. Com certeza foi o primeiro teste real do aeroscreen", afirmou Pagenaud.

Um dos pilotos mais experientes do grid, o australiano Will Power deu sua opinião sobre a situação. Para o piloto da Penske, que terminou na terceira colocação em Indianápolis, o pior momento foi quando começou a chover e a sujeira se misturou com a água.

Will Power achou normal a visibilidade reduzida em Indianápolis (Foto: IndyCar)

"Não tive muito problema com a chuva. A pior parte para mim foi quando estava meio molhado. Estamos com pneus secos e você tem aquela sujeira arenosa em cima da água. Foi aí que eu lutei um pouco para enxergar, mas com chuva forte o maior problema para mim foi o spray dos carros. Não há realmente nada que você possa fazer sobre isso com esses carros", disse Power.

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Quarto colocado na prova, o sueco Marcus Ericsson tem visão semelhante à do rival da Penske. O piloto da Ganassi relembrou que isso faz parte de correr carros de fórmula em pista molhada e que o problema em si é a grande quantidade de água parada na pista e o spray gerado pelos carros.

"Minha visão do meu carro: funcionou bem. Os problemas de visibilidade vinham de toda a água parada e do spray, principalmente nas retas. Você mal podia ver por causa disso. Fiz muitas corridas no passado em condições semelhantes, com os mesmos problemas. Não embaçou, e limpou bem a água. Correr grandes carros de fórmula sob chuva forte sempre será um desafio por conta de toda a água que eles levantam. Mas estou feliz que a Indy nos deixou correr nessas condições", afirmou o ex-piloto da Fórmula 1.

Vencedor da prova, Colton Herta elogiou o aeroscreen (Foto: IndyCar)

Colton Herta não teve que andar atrás de ninguém sob chuva intensa, mas o vencedor do GP de Indianápolis 1 também deu sua visão sobre o assunto, e ressaltou que o aeroscreen não embaçou, algo que poderia prejudicar bastante a visibilidade.

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"Acho que estaríamos na mesma situação sem o aeroscreen no final, porque estava muito, muito molhado. Acho que muitas pessoas estavam preocupadas do visor embaçar, porque ainda pode ser bastante abafado quando chove aqui, mas não foi um problema para mim", contou Herta.

A Indy retorna agora no dia 29 de maio, e segue no Brickyard para a 106ª edição das 500 Milhas de Indianápolis.

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