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Na Garagem: Castroneves vence Indy 500 pela 2ª vez e gera chororô histórico de Tracy

Helio Castroneves utilizou estratégia arriscada no fim para conquistar vitória que parecia impossível nas 500 Milhas de Indianápolis. Choro de Paul Tracy ainda acontece, mesmo 20 anos depois

25 mai 2022 13h59
| atualizado em 26/5/2022 às 04h17
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Helio cruza a linha de chegada e vence Indy 500 de 2002
Helio cruza a linha de chegada e vence Indy 500 de 2002
Foto: Indycar / Grande Prêmio

Foi em 26 de maio de 2002 que Helio Castroneves fez história ao vencer as 500 Milhas de Indianápolis pelo segundo ano consecutivo. Guiando a Penske #3, o brasileiro, na época com 27 anos, foi o primeiro piloto a vencer a prova em edições seguidas desde Al Unser, em 1970 e 1971, e com um final controverso que gera choro até hoje do canadense Paul Tracy.

Apesar de muitos holofotes sobre Castroneves pela vitória no ano anterior, quem chegou em posição de destaque foi outro brasileiro: Bruno Junqueira. Piloto da Ganassi, anotou a pole-position da prova. A primeira fila também tinha Raul Boesel, no terceiro lugar. Felipe Giaffone e Tony Kanaan foram outros brasileiros que largaram à frente de Helio, que partiu apenas de 13º, lado a lado com Gil de Ferran, companheiro de Penske.

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Junqueira largou bem e foi o líder da prova pelas primeiras 29 voltas, mas a sorte do mineiro acabou ao ver Greg Ray batendo forte na curva 1. A primeira bandeira amarela coincidiu com a janela de pit-stops, e Junqueira teve problemas ao ver o carro morrer, caindo para o fundo do pelotão. Na liderança, surgiu o novato sul-africano Tomas Scheckter, da Team Cheever, segurando os ataques de Sam Hornish Jr. e Tony Kanaan.

Tomas Scheckter foi quem mais liderou voltas na Indy 500
Foto: Indycar / Grande Prêmio

Hornish deixou a disputa na volta 78 ao tocar no muro e danificar a suspensão. Naquele estágio, Kanaan era o líder da corrida, à frente de Scheckter depois dos pit-stops. Porém, o sonho do brasileiro acabou no 90º giro da prova, rodando e batendo na curva 3 após escorregar no óleo que estava na pista, muito provavelmente gerado pelos problemas mecânicos de Bruno Junqueira e Jimmie Vasser, que abandonaram.

Scheckter tomou a liderança novamente, e a sequência de pit-stops em bandeira verde gerou diversos novos líderes na prova, como Gil de Ferran, Scott Shartp, Felipe Giaffone e Alex Barron. Com 166 voltas, Tomas estava na liderança de novo, com vantagem de mais de 8s para Paul Tracy, que largou apenas em 23º.

E depois de liderar 85 voltas, Tomas Scheckter se viu no muro na curva 4 quando tentava ultrapassar um retardatário. Mais uma bandeira amarela, agora com 27 giros para o fim. Tracy assumiu a liderança, mas foi aos boxes. Gil de Ferran também abandonou ao perder uma roda depois de um pit-stop. Apostando tudo em uma estratégia para terminar com pouco combustível, Helio Castroneves finalmente assumiu a ponta.

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Na relargada, com 19 voltas para o fim, Castroneves liderava com Felipe Giaffone em segundo. Mesmo economizando combustível, o piloto da Penske seguiu firme em primeiro conforme o tempo passava, mesmo diminuindo o ritmo. Giaffone se aproximava, com Paul Tracy em terceiro. Com três voltas para o fim, Felipe tentou passar o compatriota, mas foi surpreendido por um bloqueio do retardatário Dario Franchitti. Tracy aproveitou e tirou o primeiro brasileiro da frente.

Na penúltima volta, Tracy estava na traseira de Castroneves, e a ultrapassagem parecia inevitável, mas do outro lado da pista, Laurent Rédon se acidentou com Buddy Lazier, causando uma amarela. Tracy ultrapassou Castroneves e comemorou, mas a manobra pela vitória foi inválida por ter acontecido já depois da bandeira amarela. Era o segundo triunfo de Helio em Indianápolis.

Indignada pelo resultado, a Team Green, equipe de Tracy, fez um protesto, e uma audiência foi realizada no dia seguinte, ainda mantendo a vitória ao brasileiro. Um recurso sobre o protesto foi feito, tentando argumentar que Tracy era líder quando a amarela veio, mas sem sucesso. No dia 2 de julho, uma nova decisão surgiu, encerrando o assunto e mantendo a vitória de Helio.

"Foi uma oportunidade que surgiu durante o último pit-stop, decidimos arriscar na estratégia e precisávamos de duas voltas sob bandeira amarela, e conseguimos. Fiquei surpreso depois que a equipe do Paul e os jornalistas começaram a questioná-lo sobre ele me passar antes da bandeira amarela, pois ele só me passou porque tirei o pé do acelerador para seguir economizando combustível, que eu sabia que era crucial. No final, justiça foi feita e provamos que foi exatamente isso que aconteceu", comentou Castroneves ao GRANDE PRÊMIO.

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Em recente entrevista ao jornal americano Indy Star, Tracy comentou sobre a decisão e confessou que ainda não se conforma com o resultado.

"Eu era a cara da CART. Penske tinha acabado de deixar a CART e ido para a IRL. Eu vou para a corrida e isso acontece. Eu venço, mas perco. Eu não tenho sentimentos ruins quanto ao Helio, quando era comentarista, era um dos grandes apoiadores dele. Eu discordo da decisão, Helio acha que venceu, e eu acho que venci. No fim, ele tem o troféu, eu não tenho, mas sei o que é vencer aquela corrida. Eu sei o que foi vencer uma Indy 500", comentou o ex-piloto da Team Green, na época, uma das equipes que se manteve na CART apesar da debandada de Penske, Ganassi e outros times para a IRL.

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