Toyota planeja montar novo Auris no Reino Unido por acreditar em acordo de transição para Brexit

6 out 2017 13h25

A montadora japonesa Toyota pretende desenvolver a próxima versão do seu carro Auris em sua fabrica no Reino Unido, partindo do pressuposto de que o governo britânico assegurará um acordo de transição para o Brexit, disseram duas pessoas familiarizadas com o assunto.

A decisão final deve ser tomada até o final do ano, de acordo com as fontes e um documento do governo apresentado à Reuters com base no livre acesso a informação.

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O novo Auris manteria de uma das maiores fábricas do Reino Unido em operação, asseguraria milhares de empregos e forneceria um apoio bem-vindo à primeira-ministra Theresa May.

A Toyota monta a atual geração do Auris em sua fábrica de Burnaston, na Inglaterra, com produção prevista para se encerrar por volta de 2021, mas as empresas tomam decisões sobre os modelos com até três anos de antecedência, em parte para organizar a cadeia de fornecimento.

"A administração da Toyota britânica tem trabalhado com suposição de que o Reino Unido manterá a nova geração do Auris, porque é muito cedo para determinar a natureza do relacionamento comercial com a União Europeia", disse à Reuters uma das fontes.

"Eles acreditam que haverá um período de transição", de acordo com a fonte, que disse que a empresa provavelmente vai construir o Auris de última geração na Grã-Bretanha.

A decisão final será tomada pelo conselho da Toyota até o final do ano e anunciada pouco depois, disseram as fontes.

A Toyota se recusou a comentar o assunto. Um porta-voz do Ministério de Negócios Estrangeiros do Reino Unido disse que esta é uma questão comercial para a montadora.

Em março, a empresa anunciou intenção de investir 240 milhões de libras (314 milhões de dólares) para atualizar a nova plataforma global de construção de carros, mas ainda não confirmou quais os modelos que vai construir no futuro.

A decisão de investimento na plataforma foi ajudada por uma carta do governo britânico que tranquilizou a empresa sobre acordos comerciais pós-Brexit, disseram as fontes à Reuters.

A indústria automobilística da Grã-Bretanha está preocupada que tarifas de 10 por cento, verificações nas fronteiras e a perda do livre acesso à Europa possam comprometer a viabilidade de suas fábricas, caso a primeira-ministra não consiga garantir um bom acordo para a saída do país do bloco europeu.

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