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Segunda maior usina térmica do País entra em operação para compensar baixo nível das represas

Usina, de 1,3 gigawatts, está localizada no Porto do Açu, em São João da Barra, e faz parte de complexo que terá mais uma unidade

17 set 2021 05h11
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RIO - A segunda maior usina termoelétrica do Brasil foi autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a iniciar a operação comercial ontem, dando um reforço ao Sistema Interligado Nacional em um momento de grave crise hídrica. Localizada no Porto do Açu, em São João da Barra, no Rio de Janeiro, a usina GNA I vai funcionar com Gás Natural Liquefeito (GNL) e tem capacidade instalada para produzir 1.338,30 megawatts (MW), informou o Ministério de Minas e Energia (MME).

A previsão era de que a unidade entrasse em operação no primeiro semestre do ano, mas sucessivos atrasos adiaram o início de funcionamento da usina. No mesmo local, está sendo desenvolvida a UTE GNA Porto do Açu II, com 1.672,6 MW de capacidade instalada. O empreendimento deve entrar em operação em abril de 2024, segundo o ministério.

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Energia gerada pela GNA I vai ajudar governo a enfrentar crise hídrica.
Foto: GNA/Divulgação / Estadão

O complexo termoelétrico GNA será o maior da América Latina quando as duas usinas (GNA I e GNA Porto do Açu II) estiverem em operação. A construção dos empreendimentos tem previsão de cerca de R$ 10 bilhões em investimentos. No ápice da obra da UTE GNA I, houve a mobilização de cerca de 5,5 mil de trabalhadores.

"A entrada dessa usina será muito benéfica para o setor, especialmente na atual conjuntura. A energia será injetada no sistema na região Sudeste, a mais castigada com a estiagem dos reservatórios, sendo suficiente para atender a 4 milhões de habitantes", disse em nota do MME o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone.

A energia da usina é uma grande contribuição na busca do governo para evitar que o País enfrente um novo racionamento, nos molde de 2001, com corte compulsório. Segundo dados do mercado, será necessário elevar a oferta ou reduzir a demanda em cerca de 4 mil MW. "Estamos numa situação de contar as moedas no fundo da bolsa para ver se dá para pagar a conta", diz uma fonte do setor elétrico. /COLABOROU RENÉE PEREIRA

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