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Presos em protestos contra o governo começam a ser julgados em Cuba

Pelo menos 39 opositores enfrentarão o tribunal; a penas podem variar de 6 a 26 anos de prisão

24 jan 2022 21h51
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HAVANA - Ao menos trinta e nove participantes dos protestos do último 11 de julho em Cuba serão julgados nesta semana em Havana e em outras duas províncias pelos crimes de rebelião, sabotagem e atentado, informou o grupo Justiça 11J nesta segunda-feira,24.

Os julgamentos ocorrerão até sexta-feira, 28, e os acusados podem ser condenados a penas de entre 6 e 26 anos de prisão pelos crimes", segundo uma lista publicada pelo grupo do Facebook Justiça 11J.

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Do total de manifestantes, que têm entre 17 e 68 anos, nove serão processados pelo Tribunal Popular de Jovellanos. Outros 21 serão julgados no Tribunal do Município de 10 de outubro, em Havana, e mais nove em tribunais dos municípios de Quivicán e San José de las Lajas, na província de Mayabeque.

Depois que os Estados Unidos acusaram Cuba de julgar menores de idade entre os manifestantes de julho, o chanceler cubano Bruno Rodríguez assegurou no Twitter que os atuais "processos judiciais" na ilha "transcorrem com pleno apego à lei e dentro dos padrões internacionalmente aceitos".

Washington "mente para ofuscar o trabalho exemplar de Cuba na proteção de sua infância e justificar medidas coercitivas criminosas", acrescentou.

Aos gritos de "Liberdade" e "Temos fome", milhares de cubanos protestaram em 11 de julho em manifestações que deixaram um morto, dezenas de feridos e 1.377 detidos, dos quais 727 ainda estão presos, segundo a Cubalex.

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As autoridades não informaram a quantidade de pessoas presas e processadas por causa dos protestos.

De acordo com o Justiça 11J, até hoje "pelo menos 407" manifestantes foram julgados, incluindo 158 por rebelião e 40 por sabotagem.

Em Cuba, onde qualquer oposição é ilegal, o governo acusa os dissidentes de serem "mercenários" dos Estados Unidos. / AFP

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