Monte seu e-commerce e divulgue sua marca no Terra

Ministério da Economia terá escritório em Washington e secretário de Guedes deve ser nomeado chefe

Órgão, que está sendo criado por meio de decreto presidencial e deverá ser chefiado por Carlos Da Costa, quer ajudar a 'consolidar o País como ambiente de negócios'

26 jan 2022 21h40
Compartilhar

BRASÍLIA - O Ministério da Economia terá escritório de representação em Washington (EUA). O órgão está sendo criado por meio de decreto presidencial, que ainda será publicado no Diário Oficial da União, segundo informou a Secretaria Geral da Presidência da República. Oficialmente, o objetivo da representação é "fortalecer a interlocução com investidores, consolidando o País como ambiente seguro para se fazer negócios".

O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Da Costa, deve ser designado para chefiar o escritório, conforme noticiou o Estadão na dança de cadeiras que o ministro da Economia, Paulo Guedes, começou a tocar em dezembro do ano passado. De acordo com a Secretaria Geral, a equipe terá como função divulgar as principais reformas econômicas implementadas no Brasil, que trazem mais segurança para os investidores.

Publicidade

"Caberá ao escritório, em total alinhamento com o Ministério das Relações Exteriores, promover as oportunidades de negócios que tragam geração de emprego e renda ao País. Além disso, identificar as barreiras aos investimentos estrangeiros e demonstrar a estabilidade e solidez macroeconômica do País", diz a nota da Secretaria Geral.

Chefe da assessoria de assuntos estratégicos do Ministério da Economia, Daniella Marques, que acompanha Guedes desde o início do governo, vai assumir o comando da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade. Sua primeira missão será lançar o monitor de investimentos.

Será um indicador que acompanhará o andamento de R$ 608 bilhões em investimentos já contratados, entre 2019 e 2021, em 121 projetos ligados a leilões feitos pelo governo federal. Pelos cálculos da equipe econômica, cerca de 30% desses investimentos já estão executados e o restante deverá ser feito no prazo de até oito anos. Para 2022, estão programados leilões de 123 projetos com outros R$ 311,3 bilhões de investimentos programados. Além disso, os Emirados Árabes anunciaram que vão investir US$ 10 bilhões a mais no Brasil nos próximos anos, além dos US$ 5 bilhões já prometidos.

A nova previsão do Ministério da Economia é receber R$ 31,7 bilhões em concessões em 2022, volume bem maior do que os R$ 5,1 bilhões projetados no projeto de Orçamento enviado ao Congresso, o que ajuda a melhorar a previsão de resultado das contas públicas no ano que vem.

Publicidade

Guedes aposta no andamento desses investimentos para evitar uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, ano em que o presidente Jair Bolsonaro vai buscar a reeleição. Guedes tem contestado as previsões de economistas de que a economia vai entrar em recessão em 2022, e vem reforçando que a taxa de investimento em 2021 será a maior desde 2014, próxima de 20% do PIB. O crescimento e o aumento do emprego dependerão da evolução desses investimentos.

No fim do ano passado, Guedes também anunciou a troca de comando na Receita Federal. Saiu José Tostes, que será adido tributário na OCDE, em Paris, e entrou o auditor fiscal da Receita Julio Cesar Vieira Gomes, que atuava na delegacia de julgamento (DRJ) do Rio. O atual secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, assumirá a secretaria Especial de Estudos Econômicos (S3E), que abarcará Ipea e IBGE.

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações