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Magazine Luiza pode acelerar investimentos em 2019, com foco em expansão do marketplace

22 fev 2019 12h09 - atualizado às 13h12
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A Magazine Luiza tem estrutura de capital para acelerar os investimentos e vê muito espaço para ganhar participação de mercado em 2019, com foco em adicionar vendedores e novas categorias de produtos ao marketplace, além de expandir operações de crédito.

23/10/2017 REUTERS/Paulo Whitaker T
Foto: Reuters

"Apesar de termos crescido tanto no ano passado, ainda achamos que podemos crescer mais no futuro, principalmente em função do caráter de exponencialidade do marketplace, que tende a ser cada vez mais relevante para o crescimento da companhia", afirmou o diretor-presidente da Magazine Luiza, Frederico Trajano, em teleconferência com analistas sobre o balanço.

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Na véspera, a rede varejista divulgou alta de 14,5 por cento do lucro no quarto trimestre, para 189,6 milhões de reais, com crescimento forte das vendas e diluição de despesas. No ano, a companhia lucrou 597 milhões de reais, superando em 54 por cento o resultado de 2017.

"Vibramos com esse resultado, principalmente porque foi um ano com macroeconomia longe do potencial que o Brasil tem de crescimento... Olhando para frente, pela primeira vez em três anos, nós teremos isso a nosso favor", disse Trajano, ao ser questionado sobre as perspectivas para 2019.

No próximos meses, um dos principais desafios da companhia será aumentar a frequência de compras de clientes, em especial no aplicativo. Atualmente, o app conta com 6 milhões de usuários ativos, contou o executivo, acrescentando que 30 a 40 por cento dos clientes o desinstalam depois de efetuar compra. "Por isso, trabalhamos para deixá-lo ainda mais leve", afirmou.

Ele ressaltou que a meta de longo prazo da Magazine Luiza é agregar serviços ao aplicativo e transformá-lo em um Super App, a exemplo do chinês WeChat. "Nossa ambição é que o consumidor consiga fazer tudo dentro do ambiente do aplicativo, mas temos vários anos para chegar ao nível que a China está hoje", disse.

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Trajano ainda descartou a criação de um modelo de assinatura similar ao "Prime" da gigante norte-americana Amazon.com . "Nenhum programa pago desse vingou aqui no Brasil e não pretendo copiar esse modelo... Tem várias plataformas que conseguiram crescer fora do Brasil sem aplicar esse modelo da Amazon", afirmou o diretor-presidente.

As ações da Magazine Luiza saltavam 6,94 por cento por volta das 12:40 (horário de Brasília), a 172,49 reais, ocupando o topo da lista de maiores altas do Ibovespa <.BVSP>, que por sua vez subia 0,16 por cento.

Em relatório, analistas da Guide Investimentos consideraram o balanço do quarto trimestre forte, destacando o crescimento acelerado no ecommerce, a diluição das despesas operacionais, além da redução do endividamento líquido e melhora no capital de giro. "Continuamos otimistas com a empresa, que continua a mostrar evoluções significativas", escreveram.

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