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Ibovespa cai 0,34% em dia volátil; giro atinge R$47 bi com exercício de futuros

13 fev 2019 18h14 - atualizado às 18h53
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O Ibovespa fechou a volátil sessão desta quarta-feira em queda, puxado pelo fraco desempenho das ações de bancos, movimento que se sobrepôs à influência positiva de Petrobras e Vale. O vencimento de exercício dos contratos de opções sobre índice e de futuros ditou volatilidade e catapultou o giro financeiro.

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Foto: Reuters

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa <.BVSP> caiu 0,34 por cento, a 95.842,40 pontos. O volume financeiro da sessão somou 47,2 bilhões de reais.

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Investidores seguiram acompanhando as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, com sinalizações dos envolvidos abrindo espaço para apostas de avanço, incluindo a possibilidade de prorrogar o prazo para um acordo. Em Wall Street, os três principais índices tinham valorização.

Da cena doméstica, notícias sobre a reforma da Previdência permaneceram no radar, com a saída do presidente Jair Bolsonaro do hospital alimentado expectativas de avanço no andamento do tema, considerado crucial para melhorar o quadro fiscal do país.

Na visão do gestor Igor Lima, sócio na Galt Capital, a falta de uma definição na bolsa decorre da expectativa de retorno do presidente e de que forma ele poderá auxiliar nas articulações sobre a reforma da Previdência.

"É fato que nas últimas semanas o mercado passou por um choque de realidade com relação às expectativas de uma rápida tramitação da reforma", avaliou, ponderando, contudo, que os resultados corporativos têm sido neutros ou levemente positivos.

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"Dessa forma, para um novo rali, é preciso evoluções mais concretas nas articulações sobre a reforma da Previdência. Ainda não está claro qual é o tamanho e a fidelidade da base desse novo governo", acrescentou.

DESTAQUES

- VALE subiu 2,69 por cento, tendo de pano de fundo acordo da mineradora com a prefeitura de Vitória (ES) para retomar operações em porto, além de declarações do secretário de desburocratização e desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, de que o atual governo deverá "reprivatizar" a empresa, que tem entre seus controladores fundos de pensão patrocinados pelo governo.

- PETROBRAS PN avançou 1,28 por cento, acompanhando a alta dos preços do petróleo no exterior, com o contrato Brent fechando em alta.

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- BANCO DO BRASIL caiu 2,27 por cento, entre as maiores quedas, antes da divulgação do resultado do quarto trimestre prevista para antes da abertura do mercado na quinta-feira. No setor, ITAÚ UNIBANCO PN caiu 2,28 por cento, BRADESCO PN cedeu 1,55 por cento e SANTANDER BRASIL UNIT perdeu 1,81 por cento.

- BRF perdeu 3,2 por cento, após anunciar recall de cerca de 464 toneladas de carne de frango in natura destinadas aos mercados doméstico e internacional por suspeita de contaminação pela bactéria salmonella. A medida atinge Japão, China, Kuweit, Gana, Barein, Gâmbia, Omã, Angola e Cuba.

- LOJAS RENNER cedeu 3,2 por cento, em dia negativo do setor de varejo. LOJAS AMERICANAS PN caindo 2,06 por cento e MAGAZINE LUIZA recuou 2,1 por cento. O IBGE divulgou mais cedo que as vendas no varejo brasileiro caíram 2,2 por cento em dezembro ante novembro, enquanto, na base anual, subiram 0,6 por cento.

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