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Economia dos EUA desacelera com força no 3º tri; pedidos de auxílio-desemprego atingem nova mínima em 19 meses

28 out 2021 10h06
| atualizado às 10h15
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A economia dos Estados Unidos cresceu em seu ritmo mais lento em mais de um ano no terceiro trimestre, com o agravamento das infecções por Covid-19 sobrecarregando ainda mais as cadeias de abastecimento globais e causando escassez de bens como automóveis, o que quase sufocou os gastos do consumidor.

Feira de trabalho em Manhattan, Nova York 3/9/2021 REUTERS/Andrew Kelly
Foto: Reuters

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,0% em taxa anualizada no último trimestre, informou o Departamento do Comércio em sua estimativa preliminar do PIB nesta quinta-feira. Esse ritmo foi o mais lento desde o segundo trimestre de 2020, quando a economia sofreu uma contração histórica na esteira de medidas restritivas para conter a primeira onda de casos de coronavírus.

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A economia cresceu a uma taxa de 6,7% no segundo trimestre. A variante Delta do coronavírus agravou a escassez de mão de obra em fábricas, minas e portos, prejudicando a cadeia de suprimentos. Economistas consultados pela Reuters esperavam um crescimento de 2,7% no terceiro trimestre.

A forte inflação, alimentada pela escassez em toda a economia e pelo auxílio financeiro do governo ao longo da crise de saúde pública, afetou o crescimento. A redução do estímulo fiscal e o furacão Ida, que devastou a produção de energia "offshore" dos EUA no final de agosto, também pesaram sobre a economia.

Os gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, subiram 1,6%, após um ritmo de crescimento robusto de 12% nos meses de abril a junho. Embora os automóveis sejam responsáveis por boa parte da estagnação, a variante Delta também reduziu os gastos em serviços como viagens aéreas e restaurantes.

Mas há sinais de que a atividade econômica acelerou com o fim do trimestre turbulento. A onda de infecções por Covid-19 do verão (do Hemisfério Norte) perdeu força, com uma queda significativa dos casos nas últimas semanas. As vacinações também aceleraram. A melhoria da situação da saúde pública nos EUA ajudou a elevar a confiança do consumidor neste mês.

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Menos norte-americanos estão entrando com novos pedidos de auxílio-desemprego. Essa tendência de avanço nas condições do mercado de trabalho foi confirmada por um relatório separado do Departamento do Trabalho nesta quinta-feira que mostrou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 10 mil, para 281 mil em dado ajustado sazonalmente na semana passada, o patamar mais baixo desde meados de março de 2020.

Esta é terceira semana seguida em que os registros permaneceram abaixo da marca de 300 mil. Economistas consultados pela Reuters previam 290 mil novos pedidos para a última semana.

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