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Apreensão com crescimento global dita nova queda semanal Do Ibovespa

14 dez 2018 18h49 - atualizado às 19h55
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A apreensão sobre o ritmo de crescimento da economia global contaminou os negócios na bolsa paulista nesta sexta-feira, com o Ibovespa tendo nova perda semanal antes de uma amplamente monitorada reunião de política monetária do banco central norte-americano na próxima semana.

Pessoas olham gráfico de flutuação de mercado na Bovespa, em São Paulo, Brasil 07/01/2016 REUTERS/Paulo Whitaker
Foto: Reuters

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,44 por cento, a 87.449,50 pontos, tendo oscilado da mínima de 87.106,12 pontos à máxima de 88.183,93 pontos. O giro financeiro do pregão somou 10,8 bilhões de reais.

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A queda veio após o Ibovespa subir por três pregões seguidos, período em que acumulou alta de mais de 2 por cento. Com isso, o índice teve queda de 0,76 por cento, ampliando a perda em dezembro para 2,3 por cento.

O pregão foi marcado pelos últimos ajustes para o vencimento dos contratos de opções sobre ações na segunda-feira, o que costuma adicionar volatilidade, já que o exercício tem entre as séries mais líquidas papéis com peso relevante no Ibovespa.

No exterior, Wall St tinha perdas relevantes no fim da tarde, com números chineses mais fracos e dados sinalizando que atividade na Europa continua perdendo, tração reforçando temores de uma desaceleração global mais forte, além dos receios ainda presentes sobre às relações comerciais EUA-China.

Na China, as vendas no varejo cresceram em novembro no ritmo mais lento desde 2003 e a produção industrial aumentou à taxa mais fraca em quase três anos, enquanto a atividade das empresas na zona do euro cresceu em dezembro no menor rimo em mais de quatro anos.

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Para a próxima semana, o analista-chefe da Rico Investimentos, Roberto Indech, disse que as negociações comerciais entre Washington e Pequim tendem a continuar no foco das atenções, dado o potencial efeito na economia global.

Ele ressaltou, contudo, que há grande expectativa para a reunião de política monetária do banco central norte-americano, que acontece nos dias 18 e 19, particularmente o comunicado que acompanhará a decisão na quarta-feira, que pode ajudar a calibrar expectativas para os próximos movimentos de juros.

Alguns membros do Federal Reserve, entre eles o próprio chairman, Jerome Powell, adotaram recentemente um tom mais moderado em relação ao aumentos dos juros nos EUA, o que, somado a números abaixo do esperado sobre a economia norte-americana, corroborou apostas de uma redução no ritmo de alta à frente.

DESTAQUES

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- BRADESCO PN caiu 1,13 por cento e ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 0,73 por cento, contaminados pelo viés externo negativo, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT subiu 0,55 por cento e BANCO DO BRASIL encerrou praticamente estável.

- PETROBRAS PN perdeu 1,33 por cento, na esteira do recuo dos preços do petróleo no exterior, com o contrato do Brent encerrando em queda de 1,9 por cento.

- B3 caiu 1,26 por cento, ampliando as perdas no mês, após ter atingido recorde intradia no dia 7, a 29,20 reais.

- VIA VAREJO recuou 7,45 por cento, maior queda do Ibovespa, enquanto MAGAZINE LUIZA subiu 1,85 por cento, em sessão com evento com investidores, além do anúncio de que comprou a startup Softbox, especializada em soluções para vendas digitais a consumidor final.

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- GOL PN avançou 7,5 por cento, após decisão do governo de retirar o limite para a participação estrangeira em aéreas no Brasil, em meio a expectativas de eventual aquisição da companhia, que já tem a norte-americana Delta como acionista.

- BRF subiu 1,4 por cento, engatando o terceiro dia no azul, tendo de pano de fundo comentários do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, de que a qualquer momento a China pode permitir exportações de mais unidades brasileiras de carne suína e de frango.

- VALE valorizou-se 0,55 por cento, mas ainda contabiliza perda de 3,6 por cento em dezembro.

- CIELO fechou em alta de 1,94 por cento, tendo de pano de fundo comentários do presidente-executivo do Bradesco, Octávio de Lazari, descartando planos de fechar o capital da maior empresa de meios de pagamentos do país, empresa que controla em sociedade com o Banco do Brasil.

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