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Hollywood reage à decisão da Suprema Corte contra o aborto nos EUA

24 jun 2022 - 22h13
(atualizado às 22h22)
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Foto: Divulgação/Netflix / Pipoca Moderna

A Suprema Corte dos Estados Unidos revogou nesta sexta-feira (24/6) o caso histórico "Roe x Wade", de 1973, considerado o marco legal que estabeleceu o direito ao aborto legal no país.

A decisão não proíbe o aborto nos EUA, mas muda os limites até onde os estados podem ir. O veredito autoriza estados americanos a terem leis mais restritivas contra a decisão das mulheres de interromper a gravidez. Governos conservadores podem agora impor limites rígidos para dificultar e até impedir o acesso de mulheres ao sistema de saúde visando abortos.

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Artistas e celebridades de Hollywood reagiram à decisão nas redes sociais.

A cantora Taylor Swift tuitou: "Estou absolutamente aterrorizada que tenhamos chegado até aqui - que depois de tantas décadas de pessoas lutando pelos direitos das mulheres sobre seus próprios corpos, a decisão de hoje nos tirou isso".

O cantor e ator Harry Styles rotulou a decisão de "um dia verdadeiramente sombrio para os EUA".

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"É realmente insondável e desanimador ter que tentar explicar para minha filha de 11 anos por que vivemos em um mundo onde os direitos das mulheres estão se desintegrando diante de nossos olhos", lamentou a cantora Mariah Carey.

"Esta Suprema Corte é um desastre absoluto. De dar às pessoas o direito de portar armas a tirar os direitos das mulheres de autonomia sobre seus próprios corpos. Não estávamos exagerando quando vimos isso chegando", destacou a atriz Patricia Arquette.

"Todo mundo tem uma arma, mas ninguém tem autonomia corporal. América", resumiu a atriz Elizabeth Banks.

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"Pronto para o controle de natalidade e relacionamentos do mesmo sexo desaparecerem também?", questionou o apresentador Jimmy Kimmel.

"Preparem-se gays, vocês são os próximos", alertou a estrela Bette Midler.

Mas também teve artistas masculinos de direita que comemoraram. Kevin Sorbo, que já foi Hércules e agora faz filmes evangélicos, foi um deles. "A vida venceu", ele tuitou, sem se estender.

Apesar de não comentarem publicamente a decisão, os estúdios de Hollywood manifestaram preocupação e interesse em proteger seus funcionários, oferecendo a eles benefícios de saúde incluindo até mesmo viagens para conseguir abortos em estamos que permitam, se necessário.

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Um porta-voz da Warner Bros. Discovery disse que a companhia está "comprometida em oferecer aos funcionários em todo o país acesso a serviços de saúde consistentes e abrangentes. À luz da recente decisão da Suprema Corte, imediatamente expandimos nossas opções de benefícios de saúde para cobrir despesas de transporte para funcionários e seus familiares que precisem viajar para ter acesso a aborto e cuidados reprodutivos".

Já a Paramount, por intermédio de Bob Bakish, CEO da companhia, destacou que "apoiará - como sempre fizemos - as escolhas que nossos funcionários fazem sobre seus próprios cuidados de saúde". A empresa se comprometeu a oferecer "certas despesas de viagem relacionadas se do plano de saúde não cobrirem serviços, como o aborto, por serem proibidos em sua área."

Os executivos da Disney também se comunicaram diretamente com as suas equipes, oferecendo com cuidados de qualidade e acessíveis para todos os funcionários, não importando onde eles morem.

A Netflix ressaltou que já oferece uma cobertura de reembolso de transporte para funcionários nos EUA em período integral, incluindo dependentes que precisem viajar para tratamento de câncer, transplantes, de afirmação de gênero ou aborto

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A controladora da NBC Universal, Comcast, preferiu não comentar o assunto, mas o Deadline apurou que a companhia oferece um benefício de viagem para funcionário que inclui todos os serviços e procedimentos médicos que não estão disponíveis perto da casa de um funcionário.

Por fim, a Sony compartilhou com todos os funcionários nos EUA que seus planos médicos por meio da Aetna fornecem assistência abrangente - incluindo reembolso de viagens, se necessário para acessar os serviços disponíveis.

Entenda o caso "Roe x Wade"

Em 1969, Norma McCorvey, então uma mulher solteira de 25 anos decidiu desafiar as leis antiaborto do estado do Texas na justiça, usando o pseudônimo de "Jane Roe". Mesmo alegando que havia sido estuprada, ela não obteve o direito de fazer um aborto e foi obrigada a dar à luz.

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Defendendo a lei antiaborto estava Henry Wade, promotor público do condado de Dallas - e daí o nome do caso "Roe x Wade".

Quatro anos depois, em 1973, o caso chegou à Suprema Corte dos Estados Unidos e foi examinado juntamente com o de outra mulher da Georgia, Sandra Bensing, de 20 anos.

Ao final, por sete votos a dois, os juízes decidiram que os governos não deveriam ter o poder de proibir o aborto e que as mulheres tinham o direito de interromper a gravidez. A decisão deu início a uma regulação do aborto no país, em um sistema no qual as mulheres tinham direito total ao aborto nos três primeiros meses da gestação.

De acordo com o Center for Reproductive Rights, a expectativa é que após a revisão dessa decisão, o aborto permaneça acessível em 25 estados, e provavelmente será proibido em outros 22, além de 3 territórios.

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