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Liliana Segre e Chiara Ferragni visitam Museu do Holocausto em Milão

27 jun 2022 - 19h30
(atualizado às 19h36)
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A senadora italiana Liliana Segre, sobrevivente do campo de extermínio nazista de Auschwitz, e a influenciadora digital Chiara Ferragni realizaram uma visita ao Museu do Holocausto de Milão, informou a modelo nesta segunda-feira (27).

Visita ocorreu após encontro privado entre as duas
Visita ocorreu após encontro privado entre as duas
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Ferragni, que junto com seu esposo, o rapper Fedez, forma o casal com maior visibilidade midiática da Itália, disse ter descoberto "o lugar simbólico de uma das maiores tragédias da história recente, o cenário de deportações que se mantém intacto até hoje".

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A influenciadora foi até a piazza Edmond Jacob Safra para visitar o Memorial de Shoah de Milão a convite de Segre, após as duas se reunirem em um encontro privado na residência da senadora.

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Uma publicação compartilhada por Chiara Ferragni ? (@chiaraferragni)

"A nossa foi uma simples visita, de avó e neta, um encontro entre gerações, mas também uma passagem de bastão", disse Segre. "Quando as testemunhas oculares não estiverem mais lá, teremos que contar com todos os cidadãos que querem assumir a responsabilidade de lembrar. Quem melhor do que Chiara Ferragni então, que fala para 27 milhões de pessoas todos os dias?", acrescentou a senadora vitalícia.

A sobrevivente do campo de extermínio ressaltou ainda que o memorial de Milão "já tem alguns anos, abriu ao público pela primeira vez em 2013, mas ainda assim, há quem não conheça ou não saiba exatamente o que é ou onde está".

"É particularmente preocupante descobrir que muitos taxistas não sabem disso: se mesmo aqueles que trazem as pessoas não sabem do que estamos falando, significa que temos que agir de forma diferente. Por isso pensei em Chiara Ferragni, que não só tem muitos seguidores, mas antes mesmo de conhecê-la parecia uma mulher de profundidade", explicou Segre, afirmando que Ferragni se colocou à disposição de atender o seu pedido.

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Hoje, em uma publicação no Instagram, a modelo e empresária publicou uma série de fotos e vídeos da visita ao museu e disse que Liliana deu para ela, "de mulher para mulher, uma lição de vida, humanidade e ativismo". "Digamos não à indiferença", declarou.

"Quero compartilhar minha experiência convidando todos a visitarem o Memorial Shoah em Milão (na Estação Central) para ver, pensar, agir", escreveu Ferragni, enfatizando que a visita a fez "sofrer e sobretudo refletir".

"Compreendi o quanto as perseguições que muitas vezes pensamos que estão distantes de nós no tempo e na geografia, mas consumiram-se debaixo da nossa casa, sob o olhar indiferente de muitos dos nossos concidadãos", concluiu.

Nascida em Milão, em setembro de 1930, de uma família de origem judia, mas laica, Segre tinha apenas 13 anos quando foi deportada, em 1944, para o complexo de Auschwitz-Birkenau, na Polônia. Ao chegar ao campo de concentração, ela foi separada do pai, que não veria nunca mais.

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Com o número de matrícula 75.190 tatuado no braço, realizou trabalhos forçados em uma fábrica de munições e, em janeiro de 1945, participou da chamada "marcha da morte", a transferência de prisioneiros do nazismo da Polônia para campos de extermínio na Alemanha.

Segre foi libertada em maio daquele mesmo ano e passou a viver com os avôs maternos, os únicos sobreviventes da família, além dela. A agora senadora vitalícia evitara comentar sobre sua experiência até o início dos anos 1990, mas desde então passou a participar de encontros com jovens para relatar a própria história.

  
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