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A Revolução Russa e o Terror Vermelho
Aos 19 anos de idade, Yakov Kristoforovich Peters havia desistido de tudo. Abandonaria para sempre a militância revolucionária. Exilado em Londres desde o fracasso da revolução de 1905, ocorrida na Rússia czarista, ele optou por seguir outros caminhos. Todavia, alguns anos depois, com a eclosão da revolução da 1917, o destino fez com que ele voltasse atrás. No retorno à Rússia, aderindo aos bolcheviques, ele tornou-se um dos mais temidos diretores da CHEKA, a implacável polícia política comunista executora do Terror Vermelho, os fuzilamentos em massa que iriam ensangüentar para sempre a história da Revolução de 1917.
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O cavaleiro vermelho
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Casado com uma moça inglesa de descendência judaica chamada Maisie Freemann, cujo pai era um banqueiro, Yakov Peters, que nascera na Letônia em 1886, província báltica do Império Russo, parecia ter apagado da memória qualquer vínculo que tivera no passado como militante clandestino da causa da revolução. Fora uma transformação e tanto: de pobre emigrado ele galgara à posição de ser um respeitável integrante da classe média britânica. Um homem responsável enfim, um funcionário exemplar que dia após dia sempre se fazia presente no escritório, sem atraso e sem queixas. Não há nenhuma indicação, exatamente por causa dessa total mudança de vida, dele naquela época ter visitado algum outro exilado ou ter freqüentado algum clube ou taverna de refugiados russos que volta e meia iam parar na capital britânica. Lênin, também se refugiara lá por um tempo, antes de Yakov, entre 1902 e 1903, habitando com sua esposa Krupskaia, um quarto e cozinha na Holford Square, 10, nas proximidades da King´s Cross.
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