Educação História por Voltaire Schilling Século XX
Boletim
Receba as novidades no seu e-mail!
Fale conosco
. Envie releases
. Mande críticas, dúvidas e sugestões
EducaRede
Entre no portal da escola pública
História - Século XX
SÉCULO XX

Os fazedores de raios e trovões

Leia mais
» Bomba atômica sobre o Japão
» A catástrofe e as culpas
 
Os gregos antigos sempre imaginaram que o lugar daqueles que faziam e jogavam os raios e o trovão fosse o Monte Olimpo, morada de Zeus, lugar de ambrosia, leite e mel. Ficaram surpreendidos ao ver que os norte-americanos haviam confinado seus fazedores de raios e trovões num prosaico e desconfortável acampamento militar, no meio do deserto do Novo México, em Los Alamos. Foi para lá que, desde 1942, Zeus-Oppenheimer, um brilhante físico, pós-graduado na Alemanha, arregimentou e liderou uma pequena república de cientistas com o objetivo de executar o Projeto Mannhattan. A partir daquele momento, a fabricação da Bomba Atômica pelos norte-americanos foi um dos mais bem guardados segredos militares da história.

Os antecedentes da Bomba Atômica

Harry Truman, o presidente que se decidiu por lançar a bomba
Desde que, em 1931, a dupla Cockroft e Walton, conseguiu desintegrar o átomo, façanha considerada impossível, as coisas se precipitaram. De Enrico Fermi, passando por Albert Einstein e os Joliot-Curie, confirmava-se a possibilidade de provocar uma reação em cadeia que terminaria numa explosão atômica.

Foi então que em 1938, depois de ter recebido a visita de um físico refugiado chamado Leo Szilar, Einstein, o mais famosos cientista do século XX, até então um pacifista convicto, temeroso de que os físicos a serviço do nazismo pudesse também alcançar a fabricação de uma bomba daquele tipo, escreveu para ao presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt.

Einstein alertou o presidente sobre as conseqüências daqueles progressos da física moderna que permitiriam, em breve, a feitura de uma superbomba. Naquela época Einstein, na sua santa ingenuidade de homem sábio, pensou que a bomba seria poderosa o suficiente para poder explodir um porto inteiro, ou quiçá, um conjunto de quadras de uma cidade. Seja como for, recomendou a Roosevelt a sua imediata construção.

página anterior      próxima página
Veja todos os artigos | Voltar