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O atentado
Um jato de chamas infernais e ofuscantes" Adolph Hitler, comentando o atentado de 20/7/1944Às 12h30min do dia 20 de julho de 1944, um coronel do Estado Maior do Exército de Reserva, o Conde Von Stauffenberg, um mutilado de guerra, colocou uma bomba na Wolfschanze, a Toca do Lobo, o QG de Hitler em Ratsenburg, na Prússia Oriental. Estavam presentes à reunião 24 pessoas - altos oficiais e comandantes militares, incluindo o pessoal do apoio. Onze deles saíram gravemente feridos da explosão e alguns morreram nos dias seguintes. Hitler, apesar das escoriações, escapou miraculosamente, provavelmente em razão do atentado ter ocorrido numa cabana de madeira e não dentro do bunker. "Teve a sorte do diabo", comentou o historiador Ian Kersahw. (Hitler Nemesis: 1936-1945, cap. 14). Comentando sua miraculosa sobrevivência com o ditador Benito Mussolini, o Führer disse-lhe que convencera-se, depois daquele traumático episódio, "de que estou destinado a continuar em nossa grande causa em comum". Jogou então o peso do seu ódio sobre os conspiradores que tramaram a sua queda, a quem tratou sem nenhuma contemplação.
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O oficial alemão Claus Graf Schenk von Stauffenberg
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Ordenou a Himmler, o chefe da SS, que fosse implacável, que aplicasse contra eles a terrível Sippenahft, um princípio jurídico herdado dos tempos bárbaros, que fazia com que todo o clã fosse co-responsabilizado pelo crime de um dos seus membros. Desta forma, com uma penada, quase toda a outrora orgulhosa e arrogante elite prussiana foi dizimada pelos nacional-socialistas. Estimou-se em 4.980 o número das vitimas eliminadas. O marechal Erich von Witzleben, o almirante Canaris, e os generais Hoeppner, Olbricht, Hase, Stieff e Hassell, Oster, Peter von Wartenberg, Henning von Treschow, Ludwig Beck e Frederich Fromm, depois de condenados à morte pelo Tribunal do Povo, presididos pelo implacável juiz nazista Roland Freisler, amargaram uma sentença propositadamente humilhante e dolorosa (foram enforcados numa corda de piano presa a um gancho), enquanto outros se suicidaram. O estertor deles foi filmado e projetado em seguida para que o Führer visse o padecimento terrível sofrido pelos conspiradores naquela mesma noite da execução, no 8 de agosto de 1944. Era a vingança final do plebeu ressentido contra a aristocracia alemã que o havia atraiçoado. Menos de 10 meses depois Hitler, numa Berlim em chamas, arruinada e em escombros, voltaria uma pistola contra si mesmo.
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