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Atentado contra Hitler
No dia 20 de julho de 1944, Adolf Hitler sofreu um atentado a bomba quando estava no seu QG no Fronte Oriental. A intenção dos conspiradores, todos membros da elite militar e aristocrática da Alemanha de então, era eliminar o ditador para conseguir fazer uma paz com os aliados a fim de evitar a invasão final da Alemanha. O fracasso do atentado representou não só a dizimação dos envolvidos como ainda a perda da vida de milhares de alemães, civis e militares, que ainda continuaram inutilmente lutando por mais nove meses numa guerra perdida até que se desse o colapso final.
Desconfiando dos militares
Na ligeira refeição que fez com os marechais von Rundstedt e Erwin Rommel, no seu quartel-general nas proximidades de Margival, na Fraça, duas semanas depois da invasão aliada de 6 de junho de 1944, Hitler primeiro esperou que alguém previamente lhe provasse os alimentos. Seu famoso instinto já o colocava de alerta, e não sem razão. O marechal Rommel, pouco depois do encontro, comentou com seu assessor, o general Speidel, de que se Hitler "não tirasse as conseqüências" do sucesso do desembarque anglo-americano e encaminhasse uma negociação no sentido de um cessar-fogo no Ocidente, "teremos que agir". De fato, a guerra estava perdida. No Leste, uma colossal ofensiva de verão fez com que os soviéticos levassem tudo de roldão. Um pequeno grupo de conspiradores, ligados socialmente à aristocracia prussiana, cujos sobrenomes ilustres constavam no Almanaque de Gotha, resolveu por um fim naquilo assassinando Hitler. Nenhum outro setor da sociedade alemã poderia fazê-lo senão eles. O processo de nazificação da sociedade e das instituições alemãs fora tão intenso que apenas algumas delas, como a Igreja Evangélica ou a Católica, mantinham uma certa autonomia em relação ao regime. Desta forma, o descontentamento com a condução da guerra somente poderia brotar de um minúsculo grupo muito próximo ao poder. Hitler até então havia poupado a nobreza germânica de qualquer expropriação. Como dela precisava para a condução da guerra, não mediu esforços para manter os barões guerreiros ao seu lado, inclusive exterminando seus ex-companheiros, lideres da SA, no episódio da "noite das facas longas", em 1934, que desejavam formar um exército popular fora do controle da velha casta militar. Mas os desastres no campo de batalha fizeram com que esse acordo esdrúxulo entre a aristocracia militar e a plebe revolucionária fizesse água.
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