|
A Libertação de Paris 1944
O levante organizado pela Resistência Francesa começou uns dias antes das tropas aliadas estarem bem próximas de Paris. Nos dias 18 e 19 de agosto de 1944, a cidade viu-se inundada de panfletos que conclamavam a população a rebelar-se. Todos deviam sair às ruas para erguer barricadas e obstáculos que dificultassem a circulação dos veículos e dos blindados alemães. O socorro estava perto. O general Leclerc e seus blindados estavam vindo. Se o povo de Paris se levantasse ele é que ficaria com a glória de ter libertado a capital da ocupação nazista que já completara então quatro longos anos.
|
|
|
|
Barricada popular (Paris, 22/08/1944)
|
"Dronne, marche rápido para Paris, entre em Paris... diga aos parisienses para não perderam a coragem que amanhã pela manhã a Divisão [Forças dos Franceses Livres] inteira estará em Paris." o gen. Leclerc ao capitão de uma coluna de tanques, 24/08/1944. "Paris passa frio, Paris tem fome... Paris veste-se como se fora um velha... Paris é infeliz". Tristes assim soaram as estrofes iniciais do poema "Coragem"(1942) de Paul Éluard, surrealista, comunista, homem da Resistência. Apesar das circunstâncias dramáticas em que a cidade vivia, ocupada pelo exército alemão desde 14 de junho de 1940, ele não desanimara: ela seria libertada. Ainda que os "melhores de nós terem morrido por nós", a esperança não desaparecera no coração dos franceses, havia um raio de luz na vida... "Havia um espaço para o renascer da primavera". Todavia, foi preciso esperar mais dois anos. O desembarque aliado na Normandia no Dia-D (6 de junho de 1944), acendeu o ânimo de todos os parisienses. As divisões alemãs, bombardeadas diariamente pelos aviões aliados, vendiam caro o território que separava as praias do desembarque até a periferia da capital da França. A impaciência aumentava em Paris. No 1º de agosto, chegou-lhes a notícia de que a resistência polonesa, liderada pelo general Komorowski, comandante do AK (Armia Krajowa) se insurgira em Varsóvia contra a ocupação nazista.
|