Educação História por Voltaire Schilling Mundo
Boletim
Receba as novidades no seu e-mail!
Fale conosco
. Envie releases
. Mande críticas, dúvidas e sugestões
EducaRede
Entre no portal da escola pública
História - Mundo
MUNDO

Os grandes nomes

Leia mais
Século de ouro na Espanha
» Introdução
» Um reino em guerra
 
Castela origina-se de castelo, de fortaleza, de construções de pedra, o idioma dos primeiros tempos era rude como os fidalgos e soldados daquela região, mas gradativamente foi sendo apurado e sofisticado por uma série de poetas e grandes prosadores que fizeram do castelhano uma das mais belas expressões lingüísticas que se conhece e que atingiu seu apogeu no Século de Ouro (que, literariamente, estendeu-se por bem mais do que cem anos).

Iniciando-se com Garcilaso de La Vega, nascido no começo do século 16, em 1501, temos ainda no rol dos grandes nomes das letras hispânicas a presença de Luís de Góngora (1561-1627), de Lope de Vega (1562-1635), de Francisco de Quevedo (1580-1645), de Tirso de Molina (1584-1648), de Pedro Calderon de La Barca (1600-1681), e, acima de todos eles, Miguel de Cervantes (1547-1616). Eles foram de fato os grandes construtores do idioma que, mais tarde, irá ser enriquecido ainda mais com as contribuições da gente hispano-americana para vir formar o espanhol de hoje.

No que toca à contribuição universal da literatura hispânica, destaca-se a inventiva criação de três personagens ficcionais que farão época. O primeiro deles é o pícaro, o pobre-diabo de origem humilde que vive expedientes e que serve a vários amos, um astuto a quem a dura vida deixou cínico, cujo modelo foi o Lazarillo de Tormes, obra publicada em 1554, de autor desconhecido; o segundo, e mais famoso, foi a do fidalgo louco, o doido idealista de Cervantes, o Dom Quixote, o Cavaleiro da Triste Figura que sai pelo mundo a dar combate aos moinhos de vento e que cavalga pelas estradas da vida para endireitar as coisas do mundo, obra cujo primeiro volume apareceu em 1605; e, por fim, Don Juan, o insaciável conquistador de mulheres, produto da pena de Tirso de Molina, figura central do seu El burlador de Sevilla, aparecido em 1615, justamente no mesmo ano da edição da segunda parte do Dom Quixote de Cervantes.

página anterior     
Veja todos os artigos | Voltar