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Giuseppe Mazzini e a unificação italiana
Nascido em Gênova em 22 de junho de 1805, em meio a uma família com estreitos vínculos com os carbonários, os jacobinos italianos do início do século 19, Giuseppe Mazzini ao longo da sua vida de patriota empunhou a bandeira da unificação da Itália, país que então era apenas uma expressão geográfica, religiosa e cultural, mas não um estado poderoso como a França ou a Espanha eram desde há tempos. Exilado desde cedo devido sua ação revolucionária ele foi considerado pelos seus seguidores como o Profeta do Risorgimento.
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Giuseppe Mazzini
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Em 1831, no exílio em Marselha, ele fundou o movimento Giovine Itália, a Jovem Itália, com a intenção de mobilizar a opinião dos seus concidadãos para a nobre causa de constituir uma nação “Una, Independente, Libera, Repubblicana”. Compôs com os outros dois Giuseppi seus contemporâneos, Verdi e Garibaldi, o músico e o guerreiro, a trindade que encarnou o desejo de ver uma Itália livre enfim do controle do Imperador estrangeiro e independente do Papa católico.
A primeira unidade: a romana
Em tempos remotos, alguns séculos antes de Cristo, a península italiana foi unificada pela primeira vez por Roma em seguida a uma série de guerras travadas pelos filhos da loba contra seus vizinhos (sabinos, volscos, etruscos, samnitas, celtas, gregos, etc...). Processo de integração este que estima-se tenha se encerrado ao redor do ano 262 a.C., ao final das guerras movidas contra as cidades gregas da Itália meridional, quando o Senado romano pôde proclamar-se senhor da bota. O nome “Itália”, que até então somente servia para designar as terras do sul, difundiu-se por toda a península. Junto com a vitória, o idioma do Lácio, o verso de Virgílio e Ovídio, a fala latina, tornou-se a língua dominante por toda a parte, reforçando ainda mais a sensação de integração entre os peninsulares. Fator de coesão interna que foi fundamental para explicar o sucesso dos romanos na guerra contra Cartago, quando a península viu-se invadida por Aníbal Barca, em 216 a.C. durante a Segunda Guerra Púnica. Ocasião em que o general cartaginês, com todo o seu gênio militar, quase nenhum auxilio obteve dos vizinhos de Roma para alcançar submetê-la. A soberania de Roma estendeu-se então do vale do rio Pó, no norte, até Brundisium, bem ao sul, tendo enquadrado todos os povos itálicos ou promovendo alguns deles à posição de aliati. Situação esta que foi reforçada ao tempo dos finais da República, quando boa parte dos peninsulares foram promovidos à cidadania romana. Iniciativa esta por primeiro tomada, ainda que modesta, no tempo da ditadura de Júlio César (50-44 a.C.), reafirmada e ampliada pela Constituo Antonina (ou Édito do imperador Caracala), de 212 , que fizera de todos os habitantes do império cidadãos com iguais direitos ao dos romanos. Durante os sete séculos seguintes – do século III a.C. até o século V - graças a integração cultural, jurídica e política capitaneada por Roma, reforçada pelo Edictum Perpetuum do imperador Adriano, de 131, a península reconheceu basicamente a autoridade legal dos Césares sobre todo o território itálico até que as invasões bárbaras que assolaram Roma , entre 410 e 476, determinaram-lhe o fim da unidade.
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