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História - Cultura e Pensamento

Críticos e Ensaístas da Cultura Ocidental - Walter Benjamin

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A série de biografias de críticos e ensaístas da moderna cultura ocidental é uma relação eclética. Nela constam historiadores, críticos, ensaístas e escritores das mais diversas procedências (alemães, americanos, brasileiros, espanhóis, franceses, ingleses, italianos, latino-americanos, suíços) identificados com a crítica ,com a história da cultura e com a teoria das artes (arquitetura, pintura, escultura ou música). De um modo geral, podemos classificá-los, no trato como abordam as artes e a cultura, entre os que seguem a escola sociológica, os da escola estética/simbológica e, por fim, os da escola psicológica. Conheça um pouco mais sobre Walter Benjamin.

Walter Benjamin

Marxista não-ortodoxo e um dos mais influentes críticos culturais do século XX. Partindo de um poema de Baudelaire, desvendou e expôs a singularidade da obra de arte nos tempos contemporâneos, época mediada pela reprodução industrial em larga escala que a fez perder para sempre a "aura" que a caracterizava. Integrou, ainda que à distância, a famosa Escola de Frankfurt, influenciando nas questões estéticas dois dos seus maiores expoentes: Theodor Adorno e Max Horkheimer.

Ativo crítico da modernidade, inspirou-se numa pintura de Paul Klee "Ângelus Novus", um anjo que olhava estarrecido para trás, para o já ocorrido. Fixou-lhe a atitude em três motivos: primeiro (epistemológico), porque é inevitável que se olhe para trás, porque sem fazer isso não entenderá o que se passa ao seu redor. Segundo (ontológico), em razão do futuro não existir, visto que o progresso não dá certeza nenhuma de um futuro melhor, senão que a sensação do paraíso perdido. Terceiro (político), porque é preciso olhar para trás já que não se pode enfrentar o totalitarismo sem entende-lo apenas como uma situação de exceção e não como algo pertinente à época do progresso.

Obras: "Origem do Drama Barroco Alemão"; "Iluminações"; "Sobre arte, técnica, linguagem e política". ; "Teses sobre a filosofia da história" (1940).

    
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