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O fim de Plácido

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Plácido de Castro pouco proveito tirou da vitória. Ainda que transformado num mito vivo aos olhos dos seringueiros isso não evitou que as práticas traiçoeiras da política das selvas agissem contra ele.No dia 8 de agosto de 1908, quando tinha 35 anos, foi vítima de um atentado tramado pelo coronel Gambino Bezouro e pelo subdelegado Alexandrino José da Silva que lhe montou uma tocaia. Baleado pelas costas, Plácido veio a falecer dois dias depois na companhia do seu irmão Genesco num lugarejo chamado Benfica. Seu corpo foi transladado para Porto Alegre e sepultado no Cemitério da Santa Casa, sendo que a família mandou gravar sobre a lápide o nome dos 14 jagunços que participaram do crime para que a infâmia deles jamais fosse esquecida.

Ajusta-se ao destino dele o dito do Marques de Pinedo sobre aquela região:
"Ser forçado a descer naquele horror, mesmo que se aterre incólume, é ficar onde se desceu e morrer sepultado na sombra."

Não deixa de ser uma notável demonstração da preferência dos brasileiros por soluções pacificas o fato de que a capital do atual estado do Acre ter o nome do Barão do Rio Branco, um homem apegado à conversas, e não o do guerreiro Plácido de Castro, que é a denominação de um município menor, de apenas 15 mil habitantes.

Bibliografia

Bastos, Tavares – O vale do Amazonas. São Paulo, Editora nacional, 1975.

Carneiro, Eduardo – A Formação do Acre: o Militarismo de Plácido e a Diplomacia do Barão: Historia Net.

Castro, Ferreira de – A Selva. Rio de Janeiro: Moura Fontes Editor, 1934.

Castro, Genesco – "O Estado Independente do Acre e José Plácido de Castro."

Costa, Craveiro – A conquista do deserto ocidental. São Paulo:Editora Nacional, 1974.

Cunha, Euclides da – Ensaios, Estudos e artigos, in Obra Completa.vol 1.:Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1995.

Domingo, Alfonso – La estrella solitaria. Sevilha: Algaida Literaria, 2005.

Fausto, Boris – História Geral da Civilização Brasileira III – O Brasil Republicano, 2 sociedade e instituições. São Paulo: Difel, 1977.

Lima, Cláudio de Araújo – Plácido de Castro, um caudilho contra o imperialismo. São Paulo: Editora Nacional, 1952.

Rigo, Mauren - "Um gabrielense na campanha do Acre", de Mauren Rigo: ZH- Cultura: 06/01/2007.

Souza, Márcio – Galvez, imperador do Acre. Rio de Janeiro – São Paulo: Editora Record, 1976.

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