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História - Brasil

O PC se "proletariza"

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» Prestes e o Levante Comunista de 1935
»O PC se "proletariza"
»O governo de Vargas era forte
»Bibliografia
 
Enquanto por lá se instalava, trabalhando como engenheiro e dispensando qualquer regalia a que teria direito como convidado especial, o PC brasileiro executava a sua política de "proletarização" afastando do partido, nos anos de 1930 a 1932, intelectuais como Astrogildo Pereira, Leôncio Basbaum e a romancista Raquel de Queirós. A nova determinação partidária ia no sentido de indicar para os cargos de direção e responsabilidade os militantes de origem proletária, como José Caetano Machado Fernando de Lacerda e o nefando Antônio Maciel Bonfim ( que depois tornou-se informante da polícia).

Até então, o Partido Comunista era formado por duas bases de sustentação: os intelectuais, que forjavam as teorias e influenciavam a opinião pública, e os homens de ação que se infiltravam nos sindicatos e nos quartéis. Seguindo a orientação da Comintern, "russificou-se" perdendo a capacidade de entender melhor a realidade brasileira.

O malogro da rebelião

Os motivos do fracasso da rebelião de novembro de 1935 foram muitos. Edgard Carone ( autor de diversos volumes sobre a história da Republica brasileira), aponta entre outros "o grande otimismo e a série de informações errôneas do próprio Partido Comunista" e "o conhecimento que o governo tinha dos preparativos da revolução" bem como "da chegada de Prestes (em abril de 1935 juntamente com sua esposa Olga Benário), Silo Meireles, Harry Berger, Rodolfo Ghioldi, Léon Vallée e outros".

Não deixa de ser espantosa a dimensão do equivoco de Prestes e dos outros comunistas ao decidirem liderar uma insurreição em Moscou, distante milhares e milhares de quilômetros de onde ela teria que ocorrer. Foi este afastamento de Luís Carlos Prestes que o impediu de observar que no Brasil as massas estavam exaustas de quarteladas, de rebeliões e revoluções.

Desde o levante tenentista de 5 de julho de 1922, a política nacional estava em permanente convulsão, senão vejamos: logo em seguida à rebelião do Forte de Copacabana, tivemos a revolta de 1923 no Rio Grande do Sul contra o governo de Borges de Medeiros, ao ano seguinte, em São Paulo, eclodiu a revolução do general Isidoro, logo acompanha pela sublevação de Prestes em Cruz Alta. De 1924 até o início de 1927 a coluna rebelde de Luiz Carlos Prestes galvanizaria as atenções nacionais, acompanhada de levantes de guarnições navais de toda ordem. Em 1930 chegou-se ao clímax.

Na Paraíba, o coronel Zé Pereira, chefe político de Princesa, desafia abertamente a autoridade de João Pessoa e rebenta um violento enfrentamento no estado. Logo depois, João Pessoa é assassinado no Recife e o Rio Grande rebela-se em 3 de outubro, levando Getúlio Vargas ao poder.

O ano de 1931 conhece incontáveis quarteladas em varies pontos do território nacional. Em 9 de julho de 1932 é a vez de poderosa oligarquia paulista tentar recuperar o poder recém-perdido através da "revolução constitucionalista". Finalmente, a maré revolucionária e a resistência contra-revolucionária marcharam para as eleições de 1933, elegendo uma deputação para a Constituinte de 1934.

Pela primeira vez em muito tempo o país gozava de dois anos de relativa tranqüilidade. A situação política do Brasil, portanto, estava muito mais para o Termidor do que para o assalto à Bastilha.

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