Timor Leste e Bali, entre o separatismo e o terror - parte 4
Os radicais islâmicos da Indonésia
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Abu Bakar Bashir
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Uma das possíveis interpretações das brutas explosões ocorridas no Sari Club em Kuta, na paradisíaca ilha de Bali, na noite de 12 de outubro de 2002, é de que elas visavam a punição dos cidadãos ocidentais ( a maioria das vítimas, num total de 187 mortos, 97 desaparecidos e mais de 300 feridos, é de australianos e europeus), pelo apoio dado por seus respectivos países ao separatismo local e a posição deles contra os muçulmanos em geral. Por isso é que a organização maometana da Jemaah Islamiyah, liderada por Abu Bakar Bashir, simpatizante do al-Qaeda de Osama bin Laden, foi apontada como a principal suspeita de ter ordenado os atentados. Ela prega a necessidade da formação de um estado islâmico cuja extensão ultrapassa as fronteiras da Indonésia, englobando o sul da Tailândia, a Malásia, a Indonésia e o sul das Filipinas, territórios onde os seguidores de Maomé são a grande maioria. Em declarações recentes, Bashir afirmou que “ Eu não sou membro do al-Qaeda, todavia aprecio realmente a luta de Osma bin Laden, que, representando o mundo islâmico, atreve-se a combater a arrogância dos Estados Unidos e de seus aliados.” Na visão dele Osama bin Laden é um “ verdadeiro combatente muçulmano, enquanto o verdadeiro terrorista” é os Estados Unidos.
Bibliografia
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