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Alexandre o Grande em síntese
Apesar de morrer aos 32 anos de idade, na cidade de Babilônia, no ano de 323 a.C., Alexandre III, rei da Macedônia, foi o maior conquistador da história ocidental. Em apenas onze anos de marchas e combates nos mais variados territórios, controlou uma extensão de terras equivalente ao tamanho da Europa Ocidental. O império dele ia dos Balcãs até a fronteira da Índia, do Mar Cáspio até o Mar Mediterrâneo. Nunca mais nenhum outro general, nem César nem mesmo Napoleão, que o imitaram, conseguiram repetir-lhe o feito.
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Alexandre o Grande (356-323 a.C.)
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"...fazia empenho em enfrentar a fortuna com a ousadia e ao poder com o valor, pois nada parecia-lhe inconquistável para os ousados, nem forte se defendido pelos covardes." Plutarco - Vidas Paralelas - Alexandre o Grande, LVIII. Não se sabe até hoje se foram as lições do seu preceptor, o filósofo Aristóteles, que muito lhe ensinou sobre um possível rei-filósofo governado um império universal, ou se ainda teriam sido os discursos inflamados do orador Isócrates, morto em 338 a.C., a favor de uma guerra contra a Pérsia, que fizeram de Alexandre Magno um conquistador. Ou simplesmente as palavras de Homero, a quem sabia de cor, quem incendiaram-lhe a imaginação. O que parece ser certo é que o jovem Alexandre da Macedônia, tornado rei precocemente aos vinte anos, sentiu-se a encarnação de Aquiles, o maior dos heróis gregos, missionado pelos deuses olímpicos para por abaixo o Império Persa. O próprio pai, o rei Filipe, assassinado em 336. a.C., sabia que aquela águia audaz não se satisfaria com a pequena Macedônia, recomendando-lhe que cavasse um outro reino para si na vastidão da Ásia.
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