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Bruges é decadente e charmosa

Divulgação
Bruges preserva palácios e
casas de guildas, construídos
ainda na Idade Média
Bruges é muito mais do que uma cidade medieval murada e bem preservada. Localizada na região de Flandres, a noroeste de Bruxelas, a cidade costuma atrair, sobretudo no verão, grupos de turistas em busca de lazer em um ambiente agradável. Quem percorrer suas igrejas e museus poderá se familiarizar com uma das mais importantes escolas de pintura, a flamenga, e conhecer a história de um relevante pólo do desenvolvimento econômico europeu na Idade Média.

Muita coisa restou da época em que Bruges era o principal porto da Europa, entre os séculos 11 e 15. Por ele passavam especiarias de Veneza, peles da Bulgária, prata da Polônia e, principalmente, tecido - que os produtores locais fabricavam a partir da lã inglesa.

Em 1350, Bruges chegou a ter 40 mil habitantes, o dobro da população atual.

A decadência do comércio de tecido, no final do século 15, e a sedimentação do Rio Zwin, que inviabilizou a utilização do porto por grandes embarcações, reduziram a importância econômica de Bruges dentro do cenário mundial.

Gruit - Já quem quiser se aprofundar na história da cidade, pode passar algumas horas no Museu Gruuthuse, localizado ao lado do Groeninge. Só o prédio de Gruuthuse já vale alguns minutos da atenção do turista: trata-se de um palacete do século 15, em estilo gótico, cujo nome vem da taxa que, na Idade Média, era cobrada sobre a gruit (mistura de ervas e flores adicionada à cevada usada na fabricação da cerveja). Seu acervo contém móveis antigos e tapeçarias que permitem ao visitante ter uma idéia de como as famílias nobres viviam antigamente.

Só um detalhe: se a opção for priorizar os museus durante a visita a Bruges, evite chegar perto do fechamento - vá pelo menos uma hora e meia antes - porque os funcionários costumam ser rígidos com horários.

Informe-se sobre uma espécie de passe que barateia a visita aos principais museus de Bruges - além do Gruuthuse, e do Groeninge, pode-se visitar o Arentshuis, um interessantíssimo museu de rendas antigas, e o Memling. Esse passe é vendido nos postos de informação turística.

Não espere muitas facilidades. A língua pode ser um problema, pois, em geral, a identificação das peças é feita apenas em neerlandês. Quem não domina a língua, acaba tendo de recorrer às folhas explicativas instaladas na entrada das salas de exibição. Nessas horas, o inglês parece ser a língua materna até de quem mal sabe pronunciar "yes".

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O Estado de S. Paulo

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