Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) um coronavírus jamais observado em seres humanos é a causa da Síndrome Respiratória Aguda (Sars), o novo tipo de pneumonia. Os vírus da família Coronavirus normalmente são a causa dos resfriados comuns. A Sars mata cerca de quatro por cento das pessoas infectadas e se espalhou pelo mundo por meio dos viajantes.
A descoberta do vírus causador siginifica que, a partir de agora, os médicos podem concentrar seus trabalhos no desenvolvimento de um exame simples para detectar o vírus e dizer imediatamente se o paciente apresenta a pneumonia.
A OMS considera infectadas pela doença pessoas que apresentam o seguinte quadro: febre elevada (acima de 38ºC), acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse, fadiga, dispnéia (dificuldade respiratória), cefaléia, anorexia, confusão mental, mal estar, erupção cutânea e diarréia. Os pacientes que apresentam esses sintomas e que tiveram contato íntimo com doentes de SARS ou fizeram viagem recente (cerca de dez dias) às cidades afetadas são considerados como infectados pela nova pneumonia.
O quadro inicial é bastante parecido com o da gripe, acrescentados aos sintomas de diarréia e erupções cutâneas. Exatamente por não se conhecer a causa, esse tipo de pneumonia é bastante grave e, segundo o infectologista do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo Guido Levi, "a Sars pode levar o paciente à morte por insuficiência respiratória". A doença é classificada como pneumonia por se tratar de uma inflamação pulmonar.
Segundo Jarbas Barbosa, diretor do Centro Nacional de Epidemiologia da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em se tratando de uma pandemia, "o número de infectados é relativamente baixo porque as contaminações registradas até agora eram entre pessoas que tinham contato íntimo: moravam na mesma casa ou trabalhavam no mesmo lugar", diz ele, ressaltando os casos de profissionais de saúde que foram contaminados quando do tratamento de doentes. Ou seja, não se pega Sars apenas cruzando com uma pessoa na rua.
As últimas pandemias (doenças que se espalham ao mesmo tempo em vários continentes) que chegaram ao Brasil foram Aids, cólera e dengue.