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REVISTA PLANETA
EDIÇÃO 419

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HOME: REVISTA: Seções Agosto/2007

Jornal

CURTAS
INFORMATIQUÊS

A informática nos inunda com novidades todos os dias. E juntamente com esses avanços nasce também um novo vocabulário. A mais nova palavra que vai invadir o nosso dia-a-dia é terabyte, uma evolução do byte, que, com o aumento de informações, fez surgir o megabyte (mil bytes) e o gigabyte (mil mega bytes). Mal os computadores se acostumaram com o giga e já surge o terabyte, que é o nome que se dá para mil gigabytes, ou seja, 1000.000.000.000 bytes.

João Correia Filho

SOL E TERRA: uma dança equilibrada
A Terra se mantém no espaço graças a um estado de equilíbrio entre dois fenômenos: a gravitação que atrai a Terra para o Sol e a força centrífuga que procura afastar nosso planeta da sua estrela. Enquanto a gravitação é produzida pela própria massa do Sol, a força centrífuga nasce da translação da Terra ao redor do Sol, a uma velocidade de 30 quilômetros por segundo. Esse binômio Sol-Terra se comporta como uma atiradeira, na qual nosso planeta faz o papel da pedra e o Sol, o do punho ao redor do qual gira a atiradeira. As órbitas dos demais planetas do Sistema Solar funcionam a partir dos mesmos princípios físicos. Numa escala mais ampla, nosso Sistema Solar reage como se fosse um objeto único. Ele gira ao redor do centro da nossa galáxia a uma velocidade de 220 quilômetros por segundo.

Em 4 pontos O PROTOCOLO DE KIOTO
Assinado há dez anos, tendo entrado em vigor no ano de 2005, esse acordo internacional prevê a redução global das emissões de gases que produzem o efeito estufa. Como ele funciona?

1 O que diz o texto? Negociado em dezembro de 1997 em Kioto, no Japão, ele estabelece para os países ricos objetivos de redução das emissões de seis gases que produzem o efeito estufa – entre eles o dióxido de carbono (CO2) e o metano –, considerados os maiores responsáveis pelo aquecimento global. O protocolo impõe um calendário: -5,2% de emissões (em relação ao nível de 1990) até o ano de 2012.

2 Quem o ratificou? Até hoje, 168 países. Apenas 35 países industrializados se engajaram com cifras precisas. A União Européia deve assim reduzir suas emissões em 8%. O Japão e o Canadá em 6%. Países em transição, como a Rússia e a Ucrânia, devem manter os níveis de 1990. Países em desenvolvimento, como a China e a Índia, não sofreram nenhuma restrição. Infelizmente, os Estados Unidos (responsáveis, sozinhos, por 25% das emissões mundiais) e a Austrália ainda se recusam a ratificar o texto para não prejudicar suas indústrias.

3 Como está a aplicação do tratado na prática? A Coréia do Sul, Turquia, Espanha e Portugal estão entre os maus alunos. Suas emissões aumentaram em mais de 40% entre 1990 e 2005. A França, a Dinamarca, a Grã-Bretanha e a Alemanha se enquadraram, com reduções entre 0,8% a 17%. Por último, a Polônia, a República Checa, a Hungria e a Lituânia são os mais aplicados, com reduções entre 25% e 60%.

4 E depois de 2012? Os especialistas estimam que para conter o aquecimento global ao limite máximo de dois graus centígrados positivos de hoje a 2050, os países industrializados deveriam cortar as suas emissões em 50%. A Alemanha espera alcançar e até mesmo ultrapassar esse objetivo graças ao desenvolvimento no país das energias renováveis (eólica, solar, biogás e biodiesel, por exemplo). Outros países, como os Estados Unidos, a Austrália e o Canadá, prevêem elevações de mais de 10% nas suas emissões atuais.

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