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REVISTA PLANETA
EDIÇÃO 419

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HOME: REVISTA: Seções Agosto/2007

Jornal

João Correia Filho

Como funciona uma PISCINA BIOLÓGICA
Na Europa, sobretudo na França, muitos começam a adotar a piscina biológica. Princípio: utilizar as propriedades regeneradoras da natureza para assegurar a limpeza da piscina, sem recorrer a produtos químicos, como o cloro e seus derivados. Acima, o desenho ilustra o sistema de piscina biológica desenvolvido pela empresa alemã Bionova para o Castelo de Germiney, na região do Jura, no leste da França. O sistema possibilita a obtenção e a manutenção de uma água de qualidade comparável à de um lago de alta montanha, unicamente graças à associação de plantas, microorganismos e uma filtragem mineral. Esse sistema ecológico, bastante custoso, é muito econômico a longo prazo. Mas, como todo ecossistema, ele é frágil e precisa de cuidados para conservar a sua eficácia.

A lagoa Uma camada de pedregulhos colocada sobre um tanque forrado com lona porosa recobre o fundo do tanque e faz uma filtragem. Na água, microorganismos, algas, lagostinhas e camarões de água doce absorvem o material orgânico (fragmentos de pele e de gordura, e outros).

As plantas Mais de 40 tipos de plantas são instalados dentro d’água e nas margens: junco, íris, papiro e hortelã aquática, por exemplo. Elas oxigenam a água e eliminam os nitratos e os fosfatos dissolvidos.

A cascata de escoamento A água que se eleva transborda na lagoa de regeneração e escorre por riachos inclinados à moda de cascata. Esse redemoinho possibilita uma melhor oxigenação. O ciclo inteiro dura de três a cinco horas.

A bomba A água da piscina é aspirada e filtrada para que as impurezas maiores sejam eliminadas. A seguir, ela é injetada na lagoa de regeneração, pelo fundo.

João Correia Filho

Astronomia
TRÊS PRODÍGIOS NO CÉU DA AUSTRÁLIA

É dia de festa em Perth, na costa oeste da Austrália. Reunidos numa praia, curiosos assistem a um show realmente único: em pleno espetáculo de fogos de artifício (à esquerda da foto) acontece um temporal tropical (à direita). Um fotógrafo registra a cena. Depois, ao salvá-la no computador, ele percebe que capturou também a imagem do cometa McNaught (flecha).

João Correia Filho

844 espécies EXTINTAS em 500 anos
Os seres humanos são os responsáveis pela pior onda de extinções ambientais, desde o fim dos dinossauros, há 65 milhões de anos. É o que assegura um recente relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). A lista vermelha da organização informa que pelo menos 844 espécies de animais e plantas desapareceram nos últimos 500 anos. Casos do dodô, o pássaro gigante das Ilhas Maurício, e do lobo austral das Ilhas Falklands/Malvinas (na ilustração).

O mesmo relatório adverte que alguns habitats, entre os quais as barreiras coralinas e as florestas tropicais como a Amazônia, estão cada vez mais em perigo. Fatores responsáveis por essa queda da biodiversidade: aumento da população humana, poluição, expansão das áreas urbanas, desflorestamento, aquecimento global e introdução de “espécies invasoras”. Só o Mediterrâneo foi invadido por aproximadamente 300 espécies de crustáceos, moluscos e peixes provenientes do Mar Vermelho desde a abertura do Canal de Suez, em 1869. Calcula-se que atualmente o ritmo de extinção seja mil vezes mais veloz do que há 100 anos. A cada ano são destruídos aproximadamente 7,3 milhões de floresta, uma área grande como a Irlanda.

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