Geoengearia, ciência quer vencer o aquecimento global O que fazer enquanto os efeitos do aquecimento global avançam e s políticos do mundo não chegam a nenhuma conclusão prática sobre o tema? Soluções existem. Veja a seguir
Equipe Planeta
Flora invisível
O biólogo marinho Paul Falkowski, da Universidade Rutgers de New Brunswick (EUA), refere-se ao fitoplâncton – o conjunto de microorganismos que habitam os mares – como sendo uma “floresta invisível”: uma floresta que, hoje, poderia ser usada para armazenar grandes quantidades de CO2, o principal gás responsável pelo superaquecimento do planeta. Bastaria fertilizar com ferro as zonas do oceano chamadas High Nutrient, Low Chlorophyll (HNLC), zonas de alta concentração de nutrientes e baixa concentração de clorofila.
Essas zonas constituem áreas marinhas “desérticas”, porém muito férteis, às quais falta apenas o ferro (necessário para a fotossíntese) para se tornarem “bombas verdes”. De modo análogo a quando se plantam árvores, fazer crescer organismos vegetais no mar possibilita a fixação do carbono em estruturas sólidas (conchas, rochas, etc.), reduzindo a quantidade desse gás na atmosfera.
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Lançando compostos de enxofre na atmosfera é possível criar um escudo que atenua a incidência dos raios solares.
1. O enxofre é comprimido e armazenado em cilindros na forma de hidrogênio sulfurado.
2. Balões aerostáticos transportam os cilindros a 20 quilômetros de altura.
3. O hidrogênio sulfurado reage com os gases da atmosfera (ver esquema, abaixo).
a. Hidrogênio sulfurado
b. Oxigênio
c. Dióxido de enxofre
d. Molécula de água
4. Forma-se um escudo de aerossóis capaz de refletir parte dos raios. |
Escudo espacial de enxofre
Grandes erupções vulcânicas despejam tantas partículas na atmosfera que as nuvens resultantes provocam um significativo resfriamento da temperatura. Durante a erupção do vulcão Pinatubo, nas Filipinas, em 1991, dez milhões de toneladas de enxofre foram lançadas na estratosfera, causando uma queda média de 0,6º centígrados da temperatura no planeta. A idéia do professor Paul Crutzen, vencedor do Prêmio Nobel de 1995 por seu trabalho sobre a formação e a deterioração da camada de ozônio na atmosfera, é imitar o Pinatubo, criando uma “manta” de enxofre que barraria a passagem dos raios solares. Esse efeito seria obtido graças ao envio para a estratosfera de foguetes carregados com enxofre: eles explodiriam ali, liberando cerca de um milhão de toneladas do gás para o surgimento dessa nuvem sulfúrica.
Para outros cientistas, a idéia pode ser eficiente para bloquear os raios do Sol, mas é muito ruim sob outros aspectos. Ela pode, por exemplo, aumentar a chuva ácida (a precipitação contaminada com poluentes derivados da queima de combustíveis fósseis, como ácido nítrico e ácido sulfúrico) ou danificar a camada de ozônio. Crutzen admite o risco, entretanto salienta que a sua proposta somente entraria em cena se o nosso planeta continuar esquentando no ritmo atual.
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