Previdência Privada

20 de janeiro de 2006
As razões para ter um plano de Previdência

Muitas pessoas podem se perguntar porque iniciar um plano de previdência complementar se já contribuem mensalmente para o INSS. Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que a previdência pública está em crise não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.

Para tentar colocar as contas em equilíbrio, os países adotam uma série de medidas que normalmente são desfavoráveis aos participantes. Elas visam retardar a concessão da aposentadoria (um exemplo é a ampliação da idade mínima de aposentadoria no Brasil com a reforma da Previdência em 1999) ou reduzir o valor do benefício a ser recebido no futuro. Assim, os participantes contribuem por mais tempo e recebem menos. Na Inglaterra, por exemplo, a idade mínima já chega a 67 anos, para ambos os sexos. No Brasil os limites são 53 anos para homens e 48 mulheres, com tempo de contribuição mínimo de 35 anos para homens e 30 para mulheres.

Além disso, a reforma da previdência limitou em até dez salários mínimos o teto de aposentadoria e existem discussões sobre uma nova alteração nos benefícios oficiais, com o objetivo de reduzir o rombo da previdência brasileira. Assim, cada vez mais as pessoas começam a cuidar de seu próprio futuro, iniciando os planos de previdência privada. E, como a expectativa de vida do brasileiro está cada vez maior, é preciso saber qual plano de previdência que melhor se adapta às suas necessidades para não ter de depender de uma renda muito baixa no final da sua vida.

O déficit da Previdência Social deve ter atingido R$ 38 bilhões em 2005 e demanda uma nova reforma nas atuais regras, para reduzir esse rombo. Até agora, nenhuma das medidas adotadas surtiu resultado. Por isso, os especialistas não descartam novas alterações na idade mínima para a aposentadoria, aumento da rigidez das regras para a concessão do benefício ou até mesmo redução do teto dos recebimentos.

Atualmente, com a adoção desde 1999 do fator previdenciário, a renda do segurado já é substancialmente achatada. A aposentadoria é apurada pela média dos salários de contribuição registrados em nome do trabalhador desde 1994. Sobre essa média aplica-se o fator previdenciário. Para um homem com 35 anos de contribuição e 55 anos, que sempre contribuiu pelo teto de recolhimento da Previdência Social, hoje de R$ 2.668,15, o fator previdenciário reduzirá a renda inicial para cerca de R$ 1,97 mil, ou seja, uma perda de mais de 26% sobre o teto de aposentadoria.

O ideal é o participante iniciar o mais cedo possível uma poupança e garantir o futuro com um plano de previdência complementar que aumente a sua renda na aposentadoria ou compense o maior período que o trabalhador terá de aguardar para se aposentar. Assim, terá mais chances de manter seu padrão de vida após o início da aposentadoria
(Da Redação do DiárioNet)