| Marina
Gold é professora universitária
formada em Letras (português, inglês e alemão)
pela Unesp-Assis e em Pedagogia pelas Faculdades Campos Salles.
É Mestra em comunicação e semiótica
pela PUC-SP. Tem uma editora, a Labortexto Editorial, que só
publica textos polêmicos. Além da carreira de professora,
possui faculdades paranormais, atende em seu consultório
e agora colabora com Planeta na Web. Marina pode ser contatada
pelo e-mail marinagold@planetanaweb.com.br |
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Coluna
Semanal
Marina
Responde
Seção Relato
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22/05/2002
Magia
ou Prestidigitação?
Tenho
acompanhado com atenção o "concurso"
veiculado pelo programa "Fantástico", da
Rede Globo de TV e observado com alguma desconfiança
a proposta do Sr.Randi, por duas razões.
A primeira é de ordem metodológica. Uma experiência
sensorial, transcendental ou espiritual, não pode ser
mensurada a partir dos conhecidos mecanismos de análise
das ciências físicas e naturais.
A aplicação de uma média estatística
é possível e, para falar como cientista, o levantamento
de um histograma de freqüência, a ser julgado depois
por algum matemático sábio, é plausível.
Além desse recurso não vejo como medir e avaliar
circunstâncias tão pouco materiais.
Acho que a proposta está invertida. Em vez de agraciar
quem provar uma paranormalidade, o mágico americano
deveria instituir um prêmio para o estudioso que criasse
uma metodologia capaz de dar conta dos fenômenos paranormais
e que fosse além da coleta anedótica de dados.
Aí sim, é que ele ficaria sem resposta.
Minha segunda questão diz respeito ao montante do investimento:
num país em desenvolvimento como o nosso essa quantia
seria muito valiosa para fornecer recursos à saúde
ou à educação. Com tantas crianças
soltas pelas ruas das grandes cidades, com o aumento irreversível
da violência, do desemprego, das dificuldades cotidianas,
esse dinheiro seria muito melhor investido nas causas sociais.
Pergunto também: o que faria um mago com tanto
dinheiro assim?
Magia é elevação, é desprendimento,
é lucidez. Tudo isso não combina com muito poder
material.
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Marina
Gold responde cinco questões por semana, uma a cada dia útil.
As perguntas são sorteadas entre as enviadas na semana. Para
participar, clique aqui e preencha a ficha
de inscrição. Confira a coluna diariamente
para checar se sua questão foi sorteada. Os
leitores que quiserem apenas conversar com Marina Gold não
precisam preencher essa ficha. Podem mandar um e-mail comum.
Aqueles que não forem sorteados terão os seus e-mails respondidos
normalmente, como sempre.
Pseudônimo: Agradecida
Pergunta: Olá Marina! Muito obrigada
pelas orações. Você poderia me enviar
material sobre a vida desta entidade de luz, o Dr.João
Fernandes e também sobre a Casa de Vidência Thania
Goldmann? Eu vou ficar muito feliz com isso. Que Deus lhe
dê em dobro todo o carinho que você dedica às
pessoas!!! Um grande abraço.
Marina Responde: São seres espirituais que orientam
o meu trabalho, protegem a minha casa e me enchem de luz.
Conheci o espírito do Dr.João Fernandes (médico
português em sua vida anterior) na casa de sua médium,
D.Miquelina, e nos afeiçoamos. Com ele, ou melhor,
com sua presença espiritual tive experiências
maravilhosas e iluminadoras. Sei de histórias sem fim
de graças recebidas através de preces dirigidas
a ele (daria um livro de "Seção Relato").
Há um Centro Espírita em Jaboticabal com o nome
dele e outro em São Paulo, que também é
visitado pelo seu espírito. Muita gente conheceu D.Miquelina,
que era uma pessoa muito dedicada à vida espiritual
e que ajudava todos os que a procuravam em sua casinha simples,
asseada, clara e perfumada. Sentávamos numa sala confortável,
à espera da consulta que sempre trazia uma esperança.
Thania Goldmann é a dona espiritual desta casa de vidência,
em que trabalho com a intenção de refletir e
a ensinar a refletir.
Pseudônimo:
A. M.
Pergunta: Sou uma dependente quimica em recuperação,
e enfrentei muitos problemas, destruí minha família
aos poucos...
Marina Responde: Querida A. M.: Você vai
vencer essa tua dura luta e recompor a tua vida. A tua coragem
de se expor no FORUM desta coluna proporcionou-me condições
para mostrar a todos os meus leitores que se há na
família deles alguém com essa problemática
ou se algum deles está nessa luta, existe muita condição
de mudar e de se curar.
Você, que procurou a tua recuperação,
vai servir de exemplo e guia para aqueles que necessitam de
um incentivo para dar esses primeiros passos que você
já deu. Vamos vibrar uma energia muito positiva para
você e para todos os que precisam. Ao recebê-la
você verá a beleza da vida, quando somos livres
e podemos fazer escolhas. Você sentirá a alegria
de cada vez mais ser dona de seus atos. Você terá
o retorno de todo as suas emoções e poderá
inclusive contribuir com aqueles que ainda não atingiram
o ponto que você já atingiu na sua caminhada.
Que Deus te proteja. Eu sei que em breve você vai nos
escrever: "Sou uma recuperada".
Pseudônimo:
Amanda
Marina Responde: Marina, já escrevi diversas vezes
e espero que dessa vez eu seja sorteada. Gostaria muito de
saber sobre minha vida amorosa, pois namorei durante 6 anos
uma pessoa que acreditava ser para sempre, de repente ele
terminou comigo para ficar com outra pessoa, mas depois de
5 meses nós voltamos, mas durou apenas 2 meses. Gostaria
de saber se vou encontrar alguém, pois eu sofri muito
com essa situação, fiquei com depressão.
E se vou ser feliz no amor. Obrigada pela atenção.
Marina Responde: Amanda: Esse primeiro namorado foi
um longo caso que demorou a se resolver, pois o moço
é indeciso. De qualquer forma não foi possível
voltar com ele: você sofreu, cresceu, perdeu a confiança
e não deu mais certo. Você é jovem e terá
uma chance brevemente. Talvez, primeiro, um namoradinho de
passagem e, a seguir, alguém especial, para te fazer
feliz.
Um abraço, Marina
Pseudônimo:
Fenix
Pergunta: Querida Marina, insisto em escrever para
a coluna por não ter condições de receber
sua ajuda de outra forma. Estou desesperada, pois estou muito
confusa afetivamente: tive um relacionamento de muitos anos
(entre namoro, casamento, separação, novo casamento
e agora, novamente uma separação que vai completar
um ano em julho), com um homem a quem amei muito, lutei muito
pra que desse certo. Sei que houve muita torcida contra, mas
ele foi o maior responsável por não ter dado
certo. Nos separamos em julho último, e em novembro
conheci um rapaz maravilhoso, que também ansiava por
um amor verdadeiro. Apesar de ele ser 12 anos mais novo, nos
demos perfeitamente, nos apaixonando de cara. Em fevereiro,
meu ex me procurou, após saber que eu estava com alguém,
me propondo uma volta, já que ele descobriu que eu
sou a única que poderá fazê-lo feliz.
Agora ele quer regularizar nossa situação (nunca
assinamos nada), ter um filho, tudo o que eu sempre quis.
Nesses últimos três meses, não fiz outra
coisa a não ser me sentir dividida: já não
reconheço o que sinto, se é teimosia considerar
uma volta, se é medo de me entregar de vez a este novo
amor... Com relação ao "EX", fico
pensando "Ah, vou desistir agora, justamente quando iria
dar certo??" Sobre o novo amor, penso "ele é
maravilhoso e não tem medo de me amar". O que
faço? Parece simples, só ouvir o coração,
mas estou diante de dois caminhos e não consigo me
decidir... De tanto pensar no assunto, já não
distingo o que sinto, as duas situações mexem
comigo... Me ajude, por favor, pois toda a minha vida parece
estar suspensa, enquanto não me decido... Eles também
estão sofrendo. Nos ajude! Obrigada..
Marina Responde: Um moço tão jovem é
uma temeridade, pois ele vai crescer (hoje ele tem só
24 anos). É infalível: ele vai crescer e você,
pela tua própria vivência, vai mudar pouco. Pense
em você. Veja o quanto você mudou nos últimos
doze anos... Isso também não indica que você
não pode ser feliz com esse moço. Portanto,
você precisa pensar muito antes de resolver. O que leio
na tua pergunta é: "Se vou ser feliz com esse
novo amor, ou devo retornar ao antigo?". Essa garantia
ninguém pode te dar, porque depende de você e
de como você reagirá às mudanças
pelas quais ele vai passar. Quanto ao outro, você já
sabe tudo dele. Antes ele era o homem que você queria.
Agora ele te dá a situação que você
quer, mas não é mais o homem que você
quer...
Pseudônimo:
Mara
Pergunta: Marina, bom dia. Espero que tenha sorte
desta vez, mas caso não tenha, tentarei novamente.
Sinto-me perdida, sem noção de que rumo tomar.
Estou separada há 1 ano e amo mau marido, digo marido
porque ele somente mora em casa separada, mas sempre estamos
juntos. Às vezes tenho vontade de desistir de lutar
por sua volta, mas dentro de mim ainda resta uma esperança,
mesmo que seja mínima, pois ainda o amo muito. Por
favor me ajude, não sei o que fazer trazê-lo
de volta para junto de mim e de meus filhos.
Marina Responde: Mara, esse marido está "folgando"
com você e com os teus filhos. Ele está com medo
da idade que avança e está brincando de mocinho.
E você fica a adulá-lo, a aceitar tudo o que
ele quer. Para trazê-lo de volta ao lar, a forma como
você está agindo não está resolvendo.
Quem sabe se você se negar a ele, fechar a tua porta
para o homem que ele é, ele não vai enxergar
vocês, não vai dar valor ao que perdeu? Seja
mais objetiva e se imponha! Você merece!
Pseudônimo:
Patty
Pergunta: Comecei a freqüentar um Centro Espírita
porque me disseram que eu deveria me desenvolver como médium.
Realmente estou no caminho certo? Quando estive com você
pessoalmente você não me disse, em nenhum momento,
que tenho essa "característica". Fico na
dúvida. Um grande abraço, Patty.
Resposta: Patty, todos nós temos um tipo de
mediunidade - eu digo "antenas" - mas não
somos obrigados a trabalhá-las. Ser médium Kardecista
é uma responsabilidade muito grande e requer maturidade
e disponibilidade . Se você se sente preparada, não
há por que não desenvolver esse lado. Pense
bem, antes de resolver. Beijos, Marina
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Ai
está um relato muito interessante, curtam comigo:
"O
que estou para contar aconteceu há uns dois anos em minha
casa.Minha mãe tem duas irmãs, uma delas minha madrinha
Luisa, que morreu de câncer de mama uns dias antes do fato
que vou contar.
Uma
noite, minha mãe estava em seu quarto chorando muito, gritando
o nome da minha falecida madrinha Luísa aos berros, não
parava de chorar. Junto com ela estava minha tia Izabel, irmã
da minha mãe e da minha falecida madrinha Luiza, tentando
consolar minha mãe e não obtendo sucesso. Eu estava
no meu quarto, ao lado delas, escutando tudo claramente, esperando
minha tia conseguir fazer minha mãe parar de chorar.
De
repente minha tia para de falar e escuto-a respirar fundo. Minha
mãe parou de chorar e imediatamente perguntou para minha
tia o que estava acontecendo. Foi então que minha tia Isabel
começou a falar, gritando com a voz meio diferente.
"
- Para de ser escandalosa, tá me atrapalhando, eu tô
bem!!!" (teve mais falas, mas não me lembro).
Terminado
o sermão, novamente se seguiu um silêncio e então
minha tia despertou e perguntou o que houve. Minha mãe não
falou nada.
Na
hora em que estava acontecendo, eu pensei em ir ao quarto, mas achei
melhor ficar só escutando. A partir desse dia, minha mãe
nunca mais chorou pela morte da minha madrinha.
Uma
observação: minha tia Isabel, que acho que deve ter
sido pega "emprestada" pela minha madrinha para falar,
sempre teve tendências mediúnicas, coisa que todos
da família sabem, até minha falecida madrinha.
Eu
nunca vou esquecer desse ocorrido.
Eu
sempre acreditei em vidas passadas, espíritos, vida após
a morte, que, para mim, na realidade é a vida real, portanto
o que ocorreu apenas reforçou o que eu já sabia, ainda
que eu não tenha nenhuma capacidade mediúnica, seja
qual for.
Meus
pensamentos também foram clareados depois que descobri um
grupo onde brasileiros praticam "viagem astral", o maior
no Brasil, com cerca de 1.940 membros. Eles contam suas experiências,
dão dicas, tiram dúvidas. Eu nunca consegui sair lúcido
do meu corpo, mas estou aprendendo muito, só de ler as experiências
deles. Se houver interesse entrem em contato comigo, o endereço
é borkclon@terra.com.br.
Espero ter contribuído".
Fim
Envie
o seu relato sobre qualquer experiência mística, paranormal
ou espiritual para marinagold@planetanaweb.com.br.

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