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Marina Gold é professora universitária formada em Letras (português, inglês e alemão) pela Unesp-Assis e em Pedagogia pelas Faculdades Campos Salles. É Mestra em comunicação e semiótica pela PUC-SP. Tem uma editora, a Labortexto Editorial, que só publica textos polêmicos. Além da carreira de professora, possui faculdades paranormais, atende em seu consultório e agora colabora com Planeta na Web. Marina pode ser contatada pelo e-mail marinagold@planetanaweb.com.br

Coluna Semanal
Marina Responde
Seção Relato

14/08/2002

O motoqueiro apareceu
(Para André Gouveia - em memória)

Finalmente o motoqueiro que atropelou o músico Marcelo Fromer apareceu. Claro está que boa coisa não era, pois tinha a carteira vencida e, talvez, luz de farol insuficiente na moto... Foi-se uma vida, perdeu-se um talento musical e artístico nas mãos de um indivíduo que sequer foi responsável o suficiente para renovar sua própria carteira, que o possibilitaria conduzir o veículo dentro da lei.

Desde que escrevo essa coluna tenho vontade de falar sobre o grave risco que os motoqueiros representam para todos os que enfrentam o trânsito de nossas cidades: agressivos e apressados eles vão se impondo pelo meio dos carros, cortam a frente do nosso trajeto, betem agressivamente na lataria dos veículos e fazem manobras imprudentes, que nos impõe grandes sustos.

Li, certa vez, um livro psicografado por espíritos, que explicava que os indivíduos que perdem a vida em desastres de moto são tantos, que existe uma "Central de atendimento espiritual" funcionando só para recebê-los fora do corpo físico, no nível astral.

Em geral bastante jovens, na grande maioria das vezes são culpados pelos acidentes que ocorrem por imperícia ou excesso de velocidade, fazendo vítimas fatais, como o músico Marcelo Fromer.

O meu recado: cuidem dos motoqueiros, desviem deles, dêem passagem ao toque de suas buzinas, pois é possível ter uma vida inteira arrasada por um acidente que os envolva. Uma vez que eles não têm limites, não dirigem dentro das faixas, não controlam sua própria velocidade e não renovam suas carteiras, façamos nós algo por eles: desviemos deles sempre que possível.

Sei uma piada espírita que conta que o motoqueiro chegou a um lugar desconhecido. Identificou o local, percebendo que se encontrava em um novo nível de existência, sacudiu os ombros e exclamou: "Dessa vez não deu para passar!..."

OBS.: André Gouveia, filho de Tatiana Belink e Júlio Gouveia, perdeu a vida prematuramente num acidente de moto. Ele foi o Pedrinho da primeira versão do Sítio do Pica-pau Amarelo feita pela TV na década de 50.

Fórum da semana:
Qual sua opinião sobre os motoboys?

Marina Gold responde cinco questões por semana, uma a cada dia útil. As perguntas são sorteadas entre as enviadas na semana. Para participar, clique aqui e preencha a ficha de inscrição. Confira a coluna diariamente para checar se sua questão foi sorteada. Os leitores que quiserem apenas conversar com Marina Gold não precisam preencher essa ficha. Podem mandar um e-mail comum. Aqueles que não forem sorteados terão os seus e-mails respondidos normalmente, como sempre.

Pseudônimo: Enorme dúvida
Pergunta: Cara Marina: gostaria de saber o por que de não ter obtido sucesso quanto às várias solicitações de orientação encaminhadas a você. Percebo que há pessoas que já foram atendidas por várias vezes . . . e no entanto, eu não obtive nenhum sucesso . . . às vezes chego a acreditar que a espiritualidade não quer me antecipar nada agora. Mas, às vezes, penso também que devo persistir (mas, definitivamente, será a minha última tentativa). Bom, não sei se você arquiva os e-mails ou se recordará do meu caso... mas vou resumir: gostaria de saber se vou encontrar algum companheiro, um amigo, um amor... Tenho sentido muita falta de alguém do meu lado ultimamente, mas nunca consigo encontrar um homem BOM (sempre são complicados e enrolados). Existe algo errado comigo???
Marina Responde: Os e-mails são sorteados e não tenho como interferir. Você tem toda razão no teu comentário: às vezes não é possível intervir até que chegue o momento indicado. Parece que chegou! Você tem algumas dificuldades no aspecto sentimental da vida e até aqui tem resolvido problemas passados - que vêm de outro momento da tua evolução espiritual. Vejo que essa fase está se cumprindo e virão melhores condições. Você vai conhecer um rapaz (40 anos, mais ou menos) e é provável que tudo dê certo. Quando? Num espaço de 18 meses

Pseudônimo: Val
Pergunta: Olá! Estou precisando de conselhos e ajuda. Há dois meses conheci um homem por acaso, trocamos telefone e conversamos sempre. Ele me contou que era casado há 19 anos, mas não havia mais entendimento com a esposa e só não se separou devido a três filhas com 12, 15 e 17 anos. Decidimos nos encontrar, foi muito bom, ele diz estar encantado comigo. Já nos encontramos 4 vezes e decidi tocar no assunto de nosso futuro, mas ele alega que tem filhos, que só o tempo poderá dar uma resposta. Isso me deixa na dúvida... será que devo sair desse relacionamento antes de me envolver mais, ou devo conquistá-lo aos poucos e fazer ele ficar comigo, sem que ele deixe de lado as filhas, apenas entenda que estar ao lado de quem não se gosta mais não vale a pena ? Gostaria de uma opinião D.Marina. Obrigada.
Marina Responde: Dificilmente esse homem mudará de posição. Ele é experiente, sabe como seduzir, fala muitas coisas, mas continua com a família: mulher e filhas. O caso é mais ou menos assim: você não é a primeira - e nem será a última. A mulher dele é que é a única. É isso que você deseja para a tua vida?

Pseudônimo: Bluesoul
Pergunta: Olá. Estava navegando na internet, meio perdida (porque é assim que me sinto), e achei a página da Planeta sem querer. Li sua coluna e me identifiquei. Na verdade tenho um problema que me incomoda bastante. Há alguns anos, quando eu tinha apenas 13 anos, me deparei com um homem de 42 anos na época, estrangeiro. Fiz questão de esquecer porque não vi muito futuro. Por mais que eu tentasse, demorei 5 anos para conseguir ficar com alguém. Encontrei então meu atual marido e casamos rapidamente. Depois de um ano tivemos uma filha, e volta e meia eu voltava a pensar naquele homem mais velho, até porque, enquanto durmo, costumo visitá-lo em viagens astrais (demorei anos para saber disso), mesmo que eu não queira. Só que agora, com 21 anos e com uma filha de 1 ano e 4 meses, parece que aquela paixão toda, até então adormecida, voltou com força total, e nem tenho contato com este homem. Preciso ter orientação para manter esperanças ou esquecer de uma vez por todas. O que a senhora vê desse relacionamento? Obrigada pela atenção.
Marina Responde: Não vejo nada desse relacionamento, pois foi uma passagem rápida e pouco desenvolvida. Você precisa SE consultar e perceber se há algo que te desagrada no teu casamento, pois se você estiver feliz você não vai nem se lembrar desse homem que hoje é sete anos mais velho do que já era. Viagens astrais? Encontros fora do corpo? Talvez sejam possíveis, mas são muito raros e dependem de um domínio mental que só um treino maior pode propiciar. Cuidado para não se iludir com aquilo que pode ser simples fruto da tua imaginação. Encare teu presente, tua realidade e procure ser feliz ai mesmo, dentro do teu corpo, que sempre é mais seguro.

Pseudônimo: (sem pseudônimo)
Pergunta: Prezada Marina, estou escrevendo porque sinto muita necessidade conversar com alguém mais experiente e que possa me dar orientações. Percebo pelas cartas que vejo na sua seção que amor e relacionamento parecem ser questões fundamentais para todo mundo e para mim não é diferente. Tive há pouco tempo um relacionamento com um rapaz que tem uma namorada em outra cidade. Foi um momento muito gostoso, nós nos dávamos muito bem, existia mesmo prazer na companhia um do outro. Da minha parte, senti um envolvimento bastante grande com ele mesmo antes de termos alguma coisa. Ele me passa uma força e me dá uma sensação boa de proteção. Depois de um tempo ele achou melhor nós não continuarmos, porque não se via ainda em condições de terminar o namoro, apesar de estar confuso em relação aos sentimentos que tinha. Nós terminamos bem, ele sempre foi muito sincero e transparente comigo quanto às duvidas que tinha, então estar com ele, me arriscando num relacionamento que já começava meio complicado, foi uma escolha minha. Acho que o que eu gostaria de conversar com você tem menos a ver com a possibilidade de isso dar certo, e mais com a maneira como eu reajo a situações assim, e como posso lidar com essas minhas reações. O que mais me incomoda é que me sinto extremamente apegada a ele e, é claro, sofro com isso. Como eu gostaria de, com o meu coração, poder por a disposição da vida essa situação ! Afinal de contas, ele tem o direito de ficar com quem quiser. É muito difícil para mim me desapegar dos momentos bons que tivemos, sinto uma saudade enorme do que tivemos e do que poderíamos ter. O pior é que, por mais que seja discreta, eu acho que acabo passando esse apego para ele. Percebo que eu reforço essa situação com padrões de pensamento; nesses, eu sempre acabo imaginando situações que não acabam bem, ou seja, parece que eu nunca sou digna de receber esse amor que eu quero e preciso. O fato é que estou sofrendo com a situação (já passei outras vezes por isso; sabe aquela sensação de "nunca dá certo"?), e estou muito, muito cansada de estar repetindo sempre isso na minha vida. Tenho mesmo sentido essa sensação de "não agüento mais", tenho procurado maneiras de lidar com o problema, mas tem momentos em que sinto muita necessidade de uma orientação. É uma palavra amiga que venho pedir a você. Espero não ter sido muito confusa (é difícil colocar essas coisas de maneira clara no papel), e espero sua resposta. Um abraço.
Marina Responde: Você não foi confusa. Ao contrário, você foi claríssima e foi uma bela e consciente análise da tua situação com esse "namorado da outra". Isso facilita a abordagem do verdadeiro problema que você precisa perceber e, sem dúvida, você terá toda a possibilidade de resolvê-lo. Onde está a tua auto-estima? O que aconteceu com ela? Talvez você mesma possa responder a essa questão. Caso seja preciso, você pode procurar alguém que a ajude a entender melhor esse processo. Parece que você não quer incomodar ninguém, que você não gosta de atrapalhar, que antes é preciso se preocupar com o bem-estar alheio... Isso é tranqüilo de se trabalhar: afinal, a psicologia já tem um século. E nós bruxas, então? Temos séculos de sabedoria de como promover auto-conhecimento. Esse namorado da outra não é problema. Ele é sintoma.

Pseudônimo: Lindinha
Pergunta: Oi Marina! De novo eu aqui, preciso das suas palavras! Gostaria muito de ter a sua ajuda, acho que estou precisando dela agora mais do que nunca! Tenho feito a oração que você me enviou, mas essas últimas semanas têm sido de "adrenalina pura"! Descobri que tenho uma hérnia de hiato no esôfago, e mais outro problema comumente chamado de esofagite. O meu médico me disse que farei um tratamento, pois uma cirurgia agora não seria de muita utilidade, pois como sou mulher e ainda não tenho filhos, ele diz que é melhor deixar para fazer a cirurgia depois que eu já tiver tido filhos, quando eu estiver mais velha. Ao mesmo tempo, também descobri que um tratamento que eu fiz em janeiro deste ano, uma pequena cirurgia para remover uma lesão no colo do útero causada por HPV, não deu certo e a lesão voltou a aparecer no mesmo local de antes. O que me assusta é que este tipo de lesão geralmente leva ao câncer no colo do útero... Marina, socorro!!! Tanta coisa junta, me diga que essa fase ruim vai passar logo!!! Procuro sempre ser positiva nos meus pensamentos, rezo bastante para o meu anjo de guarda, mas com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, às vezes é muito difícil manter o alto astral... e eu estou sozinha, agüentando a barra do jeito que dá, pois não tenho ninguém, nenhum companheiro para dividir meus medos e angústias... Você vê alguém no meu caminho??? Não posso descontar e desabafar com meus pais, pois meu pai está tratando uma depressão, e minha mãe já se preocupa o suficiente com meu pai, ela cuida dele já há algum tempo, mesmo eles estando separados, não quero sobrecarregá-la... Por favor, Marina, preciso de bons conselhos, boas energias para me ajudar, e você é uma pessoa que me passa essas boas energias! Conto com a sua preciosa ajuda!!! Obrigada! Beijos!
Marina Responde: Vamos por partes (como diria o esquartejador...): você tomou a água da prece que recebeu e as doenças que precisam ser tratadas se mostraram. Isso já é meio tratamento, pois a prece é de guia mentor de cura. Não vai precisar de cirurgia. O esôfago vai sarar e o médico vai te dar alta. H.P.V. está na moda. De um tempo para cá, todo mundo tem... Todo mundo faz montes de exames (Ahh! Ahh!) dispendiosos. Daí toma remédio, põe gelo ou queima e fica tudo bem. Tratando direitinho não vai voltar. Continue fazendo tuas orações que essa fase de acerto com o corpo vai se resolver e então virá uma nova transformação, numa outra área vital. Que tal no amor?

Divido com vocês esse belo relato, que vem de encontro exatamente com as idéias que estou estudando, pois confirma o que penso: o espírito encarnado tudo sabe, tudo conhece e apresenta condições de receber e aceitar mensagens que independem da consciência da matéria e do aspecto psicológico do ser, veículo do espírito, mutante e aprendiz.

Como solucionei o ciúme do meu filho mais velho...

"Quando minha filha nasceu, o meu filho mais velho tinha 4 anos. Criança doce, espírito amigo, sem problemas. A princípio adorou a irmãzinha, ajudava a cuidar, pois ela chorou mais de 6 meses, dia e noite (só não chorava se estivesse comigo, o entendi perfeitamente, à luz da Doutrina Espírita). De repente o mais velho começou a sentir um ciúme terrível da irmã... Ficava agressivo, chorava, não queria mais ir à escola etc... Sou Kardecista e relatei o fato ao dirigente do centro que freqüentava. Ele me disse que, ao invés de falar ao meu filho sobre o ciúme, eu precisava falar com o espírito dele, afinal, a criança também queria se libertar desse ciúme, mas devido a pouca idade não iria conseguir...

Pensei... como falar com o espírito do meu filho? Dormindo? Sim, dormindo! Esse espírito precisa se conscientizar da sua nova realidade!!!

Esperava-o dormir, colocava uma música suave, bem baixinho, me preparava espiritualmente orando muito, me aproximava da cama... e começava a falar com ele. Dizia: "meu filho, você foi muito desejado pôr nós, você é tudo aquilo que eu sempre pedi a Deus, você veio à Terra para ser muito feliz e nos dar alegrias, e agora Jesus te mandou uma irmã, vocês vão estar sempre juntos na caminhada da vida, vão precisar um do outro e gostaria que você aceitasse essa irmã. Se Jesus colocou vocês juntos nessa família, como irmãos, tinha motivos. Jamais seria ao acaso. Se houver dívidas, elas poderão ser resgatadas e os créditos de vocês serão recebidos em forma de amor e companheirismo. Você será feliz na mesma proporção que a fizer feliz...". E terminava com uma prece.

Continuei com esse "ritual" por uns dois meses... Não via resultado nenhum: ele continuava agressivo, choroso e já não queria nem pegá-la no colo, coisa que ele adorava...

Num determinado dia, me aproximei da cama, como fazia todos os dias e disse: "Meu filho, já estou cansada e não estou vendo mudança alguma... Gostaria que amanhã, ao acordar, você me desse uma prova de que tudo o que falei foi absorvido por você..."

Na manhã seguinte, eu estava na pia e ouvi: "Mamãe, ela acordou!". Era ele que tinha tirado a irmã do berço e a trazia no colo. Daquele dia em diante acabaram-se as birras, o choro e o ciúme...
Hoje ele tem 20 anos e ela 16. São, além de amigos, confidentes !! Graças a Deus...

Concluindo: quando nos deparamos com uma criança, devemos sempre lembrar que ela tem um corpo, mas também é espírito, espírito este que tem uma bagagem muito grande, com muitos conhecimentos adquiridos pelas várias passagens por aqui e sabe-se lá com quais dívidas contraídas nestas vidas.

O auxílio só poderá chegar se pedirmos ao Pai.
Que Jesus esteja convosco !"

Envie o seu relato sobre qualquer experiência mística, paranormal ou espiritual para marinagold@planetanaweb.com.br.

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