| Marina
Gold é professora universitária
formada em Letras (português, inglês e alemão)
pela Unesp-Assis e em Pedagogia pelas Faculdades Campos Salles.
É Mestra em comunicação e semiótica
pela PUC-SP. Tem uma editora, a Labortexto Editorial, que só
publica textos polêmicos. Além da carreira de professora,
possui faculdades paranormais, atende em seu consultório
e agora colabora com Planeta na Web. Marina pode ser contatada
pelo e-mail marinagold@planetanaweb.com.br |
|
Coluna
Semanal
Marina
Responde
Seção Relato
 |
08/05/2002
Uma
nova oportunidade
Depois
de muito silêncio e alguma escamoteação,
a mídia enfim está discutindo com clareza o
problema das drogas e sua influência na vida dos envolvidos
e de tantos quantos os rodeiam.
Atrelados ao verdadeiro show de conscientização
e desmascaramento promovido pela novela das oito, que fornece
um eixo de base lúcida para a reflexão sóbria
e objetiva em torno de tão importante assunto, outros
de órgãos de circulação têm
colocado a discussão em evidência
Comentam-se os danos materiais e psicológicos
causados pelas drogas, os tratamentos possíveis, as
políticas de prevenção e a necessidade
de conscientização geral.
Esta coluna, cumprindo seus desígnios, procura
agora focalizar o assunto do ponto de vista espiritual: além
das necessidades físicas, geradoras do transtorno,
além da derrocada psicológica e da auto-destruição,
então, os impulsos do espírito que, regularmente,
são os primeiros responsáveis pela escolha do
caminho das drogas.
O indivíduo traz esses impulsos de outro ponto
de sua evolução e já nasce com o duro
desafio de vencer a cruel realidade da dependência.
Trata-se daqueles que já vêm sôfregos para
essa vida, e na sua busca, reeditando um passado momentaneamente
esquecido, se envolvem com o álcool e com as drogas
muito precocemente.
A vida para eles, segundo eu entendo, é uma
oportunidade de renovação, de se livrar do problema
que os afeta. É uma nova oportunidade, pois a pessoa
que vence a dependência em vida está pronta para
a evolução espiritual.
Felizmente muitos conseguem sair e assim aproveitam
bem o dom de suas existências.
Os modernos tratamentos muito têm colaborado
para a recuperação dos aditados. O amparo e
carinho da família e dos amigos são imprescindíveis
para a cura ou, como eu prefiro, para a libertação,
que dará àquele ser a condição
de, enfim, tornar-se uma pessoa sem vínculos negativos,
com a possibilidade de preparar um futuro melhor e com certeza
de que seu espírito está pronto para uma condição
mais humanizada, na qual a própria vida dá o
prazer
|
 |
|
Marina
Gold responde cinco questões por semana, uma a cada dia útil.
As perguntas são sorteadas entre as enviadas na semana. Para
participar, clique aqui e preencha a ficha
de inscrição. Confira a coluna diariamente
para checar se sua questão foi sorteada. Os
leitores que quiserem apenas conversar com Marina Gold não
precisam preencher essa ficha. Podem mandar um e-mail comum.
Aqueles que não forem sorteados terão os seus e-mails respondidos
normalmente, como sempre.
Pseudônimo: Sempre procurando
Pergunta: Minha mãe ate hoje se nega
a dizer o nome do meu pai... Diz que não "preciso"
conhecê-lo. Mas além da curiosidade normal que
cerca esta situação, devo parecer muito com
ele, inclusive mentalmente, já que não consigo
ter afinidades com minha mãe. Será que o encontrarei
um dia ou de alguma forma vou conhecê-lo? Obrigada.
Muita luz!!!
Marina Responde: A única pessoa que pode
te fornecer esta informação é atua mãe.
Se ela não concorda em esclarecer essa tua questão,
é muito pouco provável que você encontre
seu pai, e mesmo que ela te diga, há grande dificuldade
em descobrir o paradeiro dele. Parece que a tua mãe
está te protegendo com esta atitude. Por outro lado,
ela te criou da melhor forma que pôde, enquanto que
ele não veio à tua procura. Tente entender melhor
a tua mãe, que tanto fez por você. Com tua atitude
você faz com que ela se sinta insuficiente.
Um abraço, Marina
Pseudônimo:
Banda
Pergunta: Marina, No último dia 07.04.02,
meu filho de 16 anos (portador de paralisia cerebral), partiu...
Como devemos nos preparar para lidar com a partida de um ente
querido ? Principalmente uma criança excepcional ?
Marina Responde: Considere-se uma vencedora: por
16 anos você lutou, correu aos médicos, seguiu
a orientação de todos os interessados, amou
essa criança com resignação, acolhendo
a missão que te foi conferida. Você cumpriu e,
assim, venceu esse estágio tão doído
na evolução de toda a tua família. Não
se sinta vazia, pois essa criança deixou um enorme
espaço livre para você. Aproveite-o com tranqüilidade
e saiba que ele partiu muito agradecido pela dedicação
e carinho de todos os familiares. Para todos vocês e,
principalmente para ele, chegou o tempo da renovação.
Pseudônimo:
Ju da Fefe
Pergunta: Eu gostaria de saber onde eu poderia
encontrar relatos de loucuras de amor . . . coisas práticas
que podem ser criadas no dia-dia . . para demonstrar carinho,
amor, paixão, ternura . . . Gestos e atitudes ... que
muitas vezes requerem uma certa cara de pau. Estou disposto
a fazer qualquer coisa pela minha amada. . . Já fiz
muitas coisas . . . mas meu repertório está
se esgotando . . . se puderem me ajudar, agradeço desde
já . . . Junior
Marina Responde: O amor, meu amigo, é natural,
é o que brota dentro de nós, é o instintivo.
É claro que um carinho mais picante, uma poesia mais
erótica ajudam a brilhar mais a relação,
mas de verdade o amor não é uma tarde de circo,
não precisa de repertório. O amor é paz.
Só de amá-la tanto assim, tão bem amada
e desejada já e suficiente.
Seja feliz. Marina.
Pseudônimo:
esperança_a_última_que_morre
Pergunta: Oi Marina, Eu acredito que
a esperança é a última que morre mesmo.
Estou tentando há muito tempo ser sorteada e até
hoje não consegui. Vou continuar tentando.... Marina,
tive um aborto espontâneo no final de novembro/2001
e fiz uma cirurgia de retirada do mioma em 03/01/2002. Acho
que perdi o bebê devido a um susto de gravidez de uma
irmã que nos dá problema em casa, mas isso não
vou levar em consideração. Gostaria de saber
se vou engravidar novamente. Vocês já me responderam
que estão orando por mim e até já me
enviaram uma oração que faço todos os
dias pedindo ajuda, mas será que você poderia
me tirar um pouco dessa ansiedade? Aguardo ser sorteada.
Marina Responde: Você teve essa dificuldade com
esse bebê que você perdeu devido a causas orgânicas
e não por susto com a tua irmã. Com um bom acompanhamento
médico e acalmando sua ansiedade, você poderá
engravidar. Sem tratamento as chances são menores.
No transcorrer do segundo semestre você terá
uma definição, com grande chance de ser positiva,
mas depende da medicina, no campo material. No campo espiritual
continue o tratamento, tomando a água da prece e tenha
a certeza de que você está bem acompanhada. Aqui
também continuamos pedindo.
Um abraço, Marina.
Pseudônimo:
Vida
Pergunta: Olá Marina, está
é a 4ª vez que te escrevo, e espero ter a sorte
de ser sorteada desta vez. Tenho duas questões que
gostaria de sua orientação, a 1ª é
que namoro há 6 anos com um rapaz de quem gosto muito,
já estamos construindo nossa casa, participo das obrigações
financeiras, mas mesmo assim não me sinto 100% segura
em nosso relacionamento, gostaria de saber se estou no caminho
certo. E a 2ª sobre o aspecto profissional/financeiro.
Fiz magistério (2º grau), lecionei por 6 meses,
mais não segui carreira, há 4 anos trabalho
num órgão público do judiciário
prestando serviços na área de informática,
a minha pergunta é: estou na área certa? Tem
algum concurso publico à minha espera? Desde já
agradeço a sua atenção!
Marina Responde: Quanto ao namoro: já é
muito bom e será ainda melhor se você complicar
menos. O moço é bom, gosta de você, não
tem dúvidas sobre o que deseja da vida e tem tudo para
te dar uma condição feliz. No aspecto profissional,
você terá melhores chances no sistema em que
está trabalhando. Se estudar mais, crescerá
mais.
Um abraço, Marina.
Pseudônimo:
Sonhadora
Pergunta: Oi Marina! Tenho muitas dúvidas
quanto à minha vida amorosa. Namorei um rapaz durante
cinco anos e, quando achei que iria me casar, ele resolveu
terminar. Depois dele já passei por outros dois relacionamentos,
mas não eram as pessoas certas. O meu primeiro namorado,
que é meu amigo hoje, terminou o seu relacionamento
e está atrás de mim. Só que já
se passaram mais de 5 anos e não gosto dele mais. Você
acha que ainda vai demorar muito pra eu encontrar a pessoa
certa? Que essa carta seja abençoada e chegue rápido
em suas mãos. Obrigada, Sonhadora.
Marina Responde: O teu ex-namorado, depois de 5 anos
já não é mais a mesma pessoa ( e nem
você). Não há entre vocês, pelo
menos do teu lado, a chama da atração, da paixão.
Não adianta você se forçar a uma volta
ao passado, a não ser que você queira, ou aceite,
conhecer esse novo homem que ele é hoje. Olhar para
a frente, para o futuro, poderá trazer melhores vantagens,
pois no final do ano você terá um novo conhecimento,
mais de acordo com o que você deseja. Você é
jovem, tem condições pessoais muito boas e certamente
esse 3º namorado que virá será como você
espera. Mas, preste atenção ao "EX"
para não chorar depois por não ter ficado com
ele. Isso quer dizer: resolva primeiro o teu relacionamento
com ele, muito bem resolvido. Só então você
estará pronta para um novo amor. Marina
|
Um
hotel, um amigo, um fantasma, um amor...
Transcrevo
para vocês o curioso relato que me foi enviado por uma leitora.
Leiam comigo:
"Morava
em Porto Alegre, estado do Rio Grande do Sul, e em novembro de 1996
fui convidada pelo meu empregador para, juntamente com alguns colegas,
fazer um serviço em outra cidade que fazia fronteira com
a Argentina - mais precisamente, Uruguaiana.
Minha
empresa já havia nos indicado o hotel mais barato e fomos
para o mesmo.
Nas
primeiras duas semanas fiquei sozinha em meu apartamentinho e nada
aconteceu de diferente. Como fui com o meu melhor amigo e colega
de sala há 14 anos, ficamos tranqüilos e animados quanto
à realização do empreendimento para o qual
fomos instruídos.
Depois
do trabalho íamos jantar e depois, cada um para o seu quarto.
Após
um final de semana em que havíamos viajado para a capital
e sofrido, devido ao calor intenso, resolvemos mudar de quarto e
ficar juntos em um apartamento de dois ambientes. Até aí
tudo bem.
Porém,
naquele mesmo dia começaram as confusões.
Após
a nossa chegada ao nosso novo apartamento, meu colega saiu com alguns
amigos e eu resolvi ver TV no meu compartimento.
As
horas se passaram e eu não conseguia dormir, fiquei muito
apreensiva sem saber bem o por que, fiz de tudo para passar aquela
ansiedade que me sufocava: rezei, liguei para minha casa, fui para
o saguão bater um papo com outros hóspedes, tomei
uma cerveja bem gelada na praça defronte. Nada conseguia
acabar com a minha angústia. Então entrei novamente,
liguei o ar condicionado e me deitei.
Nesse
meio tempo meu colega chegou e foi recolher-se em seu compartimento,
ligado ao meu por uma porta que, após um acordo, deveria
permanecer aberta. Quando eu estava quase dormindo, senti que nas
minhas costas a cama havia afundado como se alguém tivesse
deitado ao meu lado. Virei-me depressa, e pronta para começar
uma discussão, parei atônita.
NÃO
HAVIA NINGUÉM DEITADO DO MEU LADO, MAS.... AO OLHAR PARA
A PAREDE SENTI UM VULTO TRAJANDO BOMBACHA, E PALA, PORÉM
O MESMO NÃO TINHA A CABEÇA!
Nem
é preciso dizer que entrei em pânico! E gritando chamei
pelo meu colega, e qual não foi a minha surpresa quando o
vi, pálido feito um papel, olhos esbugalhados e tremendo.
Ele
disse que alguém o havia apertado enquanto dormia.
Daí
em diante a nossa noite foi para o brejo....
Fomos
para a sacada até nos acalmarmos e resolvemos dormir na mesma
cama.
Na
manhã seguinte resolvi investigar com os funcionários
sobre o acontecido e é lógico, omitindo os fatos,
apenas perguntei para a senhora que preparava o café se alguém
havia comentado sobre o fato do hotel ser mal-assombrado.
A
princípio ela negou, mas insisti porque notei que a mesma
arregalou os olhos, confirmando minhas suspeitas!
Meu
colega sugeriu mudarmos novamente de apartamento.
Eu,
por ser simpatizante da doutrina espírita, lhe expliquei
que de fato não adiantaria, pois para os espíritos
não existem paredes nem andares, mas ele insistiu.
Novamente
em um novo apartamento tentamos esquecer o ocorrido.
Novos
colegas se instalaram no hotel, e comentamos o acontecido, o que
gerou muitas piadas maldosas, principalmente a meu respeito.
Resolvemos
fazer um churrasco no terraço e qual não foi a minha
surpresa quando novamente surgiu o então já denominado
"sem cabeça!".
Bem,
eu que já estava pra lá de furiosa com tantos comentários,
não deixei para ontem e fui até a parede e mesmo sem
vê-lo, mas a senti-lo, iniciei uma boa xingação!
Lembro
perfeitamente do que lhe falei...
-
Olha aqui, eu não tenho medo de ti, viu!
Chega
de me incomodar, é por sua causa que a minha reputação
está na lama.
E
agora o problema é teu, tu tens que me tirar dessa se quiseres
ajuda!
Vê
se dá um bom susto nesta gente e mostra como não sou
louca nem mulher da vida, eu sou mãe e não vou permitir
que por sua causa a minha fama, depois de 20 anos de empresa, fique
suja.
E
agora vê se me deixa em paz!
Dizendo
isto fui até a mesa para jantar. Alguns dos meus colegas
estavam apavorados, mas um alto executivo não tardou em me
chamar de pirada.
Resolvemos
sair para dar uma voltinha na cidade. Quando eu e meu colega fomos
até o quarto buscar nossas carteiras, e apagar o televisor
que havia ficado ligado, novamente eu o senti e neste mesmo instante
falei para o colega:
-Temos
visita, e ele está passando por debaixo do televisor (que
ficava acima no suporte colocado na parede).
Neste
exato momento a TV saiu fora do ar. Quando eu disse "Pronto
já passou!", ela voltou a funcionar.
Meu
colega se apavorou e já aproveitamos para procurar um novo
hotel.
O
proprietário, quando soube que iríamos embora, resolveu
negociar, além de reduzir ao mínimo o custo da diária,
fez questão de alugar o apartamento no valor de um quarto
comum. IRRESISTÍVEL!
Entre
eu e meu amigo de tantos anos começou a surgir um interesse
estranho. Eu já não conseguia permitir que ele dormisse
ao meu lado, mas cada vez que ele ia para o outro compartimento
sempre acontecia algo. Tanto eu quanto ele acabávamos rindo
e dizíamos que este fantasma gostava de nos ver dormindo
lado a lado.
Cada
vez ficávamos mais unidos. Já compartilhávamos
as nossas coisas, nosso dinheiro, nossas idéias e depois
de 30 dias resolvemos compartilhar nossos sentimentos.
Bem
naquela semana eu tive que retornar a Porto Alegre e deixei meu
colega sozinho no apto.
Ao
chegar na empresa as piadas eram uma constante, todos comentavam,
além de me olharem agora com outros olhos.
Confesso
que eu estava abatida e até triste, pois além de falarem
mal de mim, eu ainda me sentia culpada por haver tido um relacionamento
com o meu melhor amigo e colega de trabalho.
Mas
nem havia se passado três dias quando recebi um telefonema
cômico do meu amigo que ficara no hotel.
Ele
me contava que na noite anterior o tal executivo que insistira em
dormir sozinho no seu apartamento saiu de madrugada correndo pelo
corredor vestindo apenas meias, cueca, sua pasta e o celular, e
foi bater no quarto dos outros três dizendo que, ao tentar
ler um livro, alguém forçara seus braços a
fechar a página, e quando ele largou o livro, desistindo
da leitura, sentiu que alguém lhe apertou fortemente no leito.
Foi
um alívio para mim quando tal notícia se espalhou
na empresa.
Eu
estava finalmente livre e novamente com credibilidade.
Embora
eu achasse que a história havia terminado, não havia
não!
Estava
eu na minha casa quando por volta das 4 horas da manhã senti
a presença do "sem cabeça". Levantei e fiquei
apavorada...
Teria
ele vindo de Uruguaiana???
Qual
não foi a minha surpresa quando, ao chegar ao serviço,
encontrei o agora bem mais que amigo e colega de quarto.
E
sabem a que horas ele passou pela minha casa? É !...Sim !...foi
às quatro horas da manhã!
Bem,
algum tempo depois através de minha filha fiquei sabendo
que naquela cidade havia acontecido a "GUERRA DA DEGOLA".
Também soube que naquele lugar, onde haviam construído
o hotel, teria sido uma fazenda cujo fazendeiro havia sido vítima
desta guerra.
Procurei
então ajuda para todos nós.
Hoje
peço a Deus que ajude este espírito que eu soube chamar-se
Fagundes, pois foi devido a sua interferência que acabei encontrando
naquele colega com quem convivi durante 14 anos lado a lado, sem
sequer notar-lhe a masculinidade, o marido ideal, o amor e o companheiro
da minha vida".
Envie
o seu relato sobre qualquer experiência mística, paranormal
ou espiritual para marinagold@planetanaweb.com.br.

>>
Leia
matéria Enxergando Além
>> Leia também
as outras semanas
|
|