| Marina
Gold é professora universitária
formada em Letras (português, inglês e alemão)
pela Unesp-Assis e em Pedagogia pelas Faculdades Campos Salles.
É Mestra em comunicação e semiótica
pela PUC-SP. Tem uma editora, a Labortexto Editorial, que só
publica textos polêmicos. Além da carreira de professora,
possui faculdades paranormais, atende em seu consultório
e agora colabora com Planeta na Web. Marina pode ser contatada
pelo e-mail marinagold@planetanaweb.com.br |
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Coluna
Semanal
Fórum da Semana
Marina
Responde
Seção
Relato
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10/01/2002
Drogas,
que droga!
Com
a morte recente da cantora Cássia Eller, sinto-me
praticamente obrigada a colocar em discussão as drogas
e seus usuários. Isso é o mesmo que discutir
a dor, num dos seus aspectos mais fortes, tais sejam a dependência
e a prisão a que o indivíduo se condena em função,
muitas vezes, da supressão das atividades cotidianas.
O toxicômano é um infeliz, embora pareça
ao mundo que ele está desfrutando de prazeres proibidos,
inalcançáveis para o comum dos mortais. Para
atingir esses prazeres, ele impõe grandes sofrimentos
a todos os que estão a sua volta. Parece, como num
espelho, que as vítimas são os familiares zelosos
e preocupados e não o próprio usuário,
que provavelmente supõe estar muito feliz. Afinal,
agora ele tem um grupo, gente como ele, que o compreende.
Enfim ele tem uma maneira própria de se vestir e um
vocabulário específico para se comunicar...
Assim, a percepção do usuário também
se mostra invertida, como num espelho.
A família unida toma providências, recorre
aos amigos, estrutura-se em torno do problema e tenta - sem
perceber - manter essa organização. Se o toxicômano
mudar seu comportamento, a família corre o risco de
se desestruturar.
Está armada a teia em torno do dependente de álcool
e drogas. Esta o aprisiona mais do que as próprias
drogas. Com a teia, está montado o carma, pois as tendências
que se apresentam muito fortes e aparecem muito cedo, sempre
são trazidas no espírito humano, sejam elas
positivas ou não.
O pendor para tóxicos é uma característica
espiritual, antes mesmo de ser psicológica. Todavia,
a psicologia terapêutica é um recurso que pode
minorar as pulsões espirituais, mas seu êxito
depende da vontade do usuário, um ser que precisa,
antes de mais nada, de carinho e calor humano.
| (Nota
do editor: lembramos que até o fechamento desta
coluna, a causa da morte de Cássia Eller ainda
era desconhecida. Esta coluna é de inteira responsabilidade
da autora, e não reflete a opinião do site.) |
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Marina
Gold responde cinco questões por semana, uma a cada dia
útil. As perguntas são sorteadas entre as enviadas na semana.
Para
participar, clique aqui e preencha a ficha
de inscrição. Confira a coluna
diariamente para checar se sua questão foi sorteada.
Pseudônimo:
Falcão
Pergunta: Será possível estar apaixonada
por alguém que não conhecemos pessoalmente?
No princípio, achei que fosse só um capricho,
talvez por ele ser uma pessoa famosa, mas não paro
de pensar e sonhar com ele. Acho que estou ficando louca.
O que posso fazer? Será que ele estará no
meu destino?
Marina
Responde: Falcão, não é possível
estar apaixonada pela pessoa a que você se refere,
pois você não a conhece e provavelmente não
terá oportunidade de conhecê-la. O que está
ocorrendo é que você está carente e
solitária, e se "apaixonou" pela figura
dele. Ele é para você um desconhecido, a quem
fica fácil atribuir qualidades. Como não há
convivência, também não há defeitos.
Procure alguém mais próximo. Você será
feliz.
Pseudônimo:
Déia
Pergunta:
Gostaria de saber se vou ser feliz algum dia com
o meu marido, ou devo ir à luta?
Marina
Responde: Déia, vá à luta com teu
marido. Ele é boa pessoa, mas depende de você
o acerto da vida de vocês. Ele é um pouco distraído,
um pouco lento, mas é um bom companheiro. Você
tem tempo para resolver melhor, tentar mais uma vez. Aí,
se não der certo, você começa outra
luta
Pseudônimo:
Alê
Pergunta:
Estou passando por uma dificuldade muito grande no amor
e na parte financeira. Minha ex-namorada me traiu, eu larguei
dela, mas além de tudo tenho esperança em
voltar com ela e de vê-la mudada completamente. Será
que isso é possível acontecer? Será
que vou voltar com ela? Quando ela vai enxergar o quanto
eu a amo? Ainda estou magoado mas estou tentando sobreviver.
Na parte financeira, depois desses acontecimentos acabei
me acabando, gastei demais e agora não sei como pagar
tudo. Tudo por causa da desilusão. Será que
isso tem conserto? Obrigado. Alê.
Marina
Responde: Alê, se você se organizar bem
e trabalhar direito você vai conseguir acertar teu
lado financeiro em pouco tempo. Procure as pessoas e mostre
boa vontade em pagá-las. A namorada dificilmente
mudará as idéias que tem. Você e ela
não conseguem ficar juntos. Que tal começar
uma vida totalmente nova?
Pseudônimo:
Apaixonada
Pergunta. Sou apaixonada por meu namorado, mas tenho
muito medo de perdê-lo.Esqueci tudo e só vivo
para ele. Não tenho mais amigos, não posso
mais sair sem ele. O que devo fazer? Eu o amo muito e sei
que ele me ama também. Será que devo continuar?
Resposta.
Continuar da forma que vocês estão vai acabar
por prejudicar a relação. Você pode
namorá-lo, mas seja moderada, leve sua vida, prepare
o seu futuro, pois você ainda é muito jovem.
É impossível dar certo uma relação
tão próxima, em que você não
tem vida própria. É melhor manter as áreas
particulares de vida (família, estudos) em andamento,
pois você corre o risco de ter problemas no namoro.
Ninguém se agüenta sem ter outros interesses
que não apenas o amor.
Pseudônimo:
Romântico
Pergunta. Marina tudo bem? Eu sou homossexual, me
relaciono há 3 anos com um rapaz mais novo do que
eu, ultimamente temos brigado por bobeira. Eu o amo muito
e sinto também que ele me ama. O que será
que está acontecendo conosco? Tenho medo de perdê-lo.
Até o momento, obrigado.
Marina
Responde: Esta relação tem se desenvolvido
de forma estável nos últimos anos e agora
está passando por uma fase de renovação.
A continuidade vai depender muito de vocês mesmos.
Se você controlar tua impaciência e tua ansiedade,
você tem mais chances. Se não tiver a "manha",
o jeitinho, você corre riscos. Tente ser sensível
ao crescimento de seu companheiro, ele é jovem e
está mudando, o que não significa que os sentimentos
se modificarão.
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Uma
cena comovente
O
menininho vai embora. Com ele vão uma sacola e uma mochila,
quase maiores do que ele. Compenetrado, leva nas mãos o brinquedo
colorido que ganhou. Pergunta para o pai, um pouco inseguro, porém
firme: - Mas, você vai ficar lá, não é?
Lá,
agora, é a casa dele com a mãe. Nos seus quase
quatro anos ele se organiza para entender uma realidade que apresenta
duas casas: uma da mãe e outra do pai; dois quartos, um aqui
e um lá; duas bicicletas, duas pipas, duas TVs...
A
despedida é triste como todas as despedidas são.
O menino chora grandes lágrimas, que ele não precisa
esconder.
Férias.
Em todos os cantos do planeta, essa cena se repete. Crianças
que vão e vêm com suas mochilas, ursinhos de pelúcia,
chupetas. Crianças com duas vidas.
Como
essa é uma situação cada vez mais freqüente
em nossa sociedade, é preciso preparar uma realidade educativa
e cultural que responda melhor às necessidades de quem vive
"duas vidas". É preciso amar essas crianças,
compreendê-las e tentar vê-las como elas são:
uma só pessoa com duas realidades.
O
menininho vai embora. Eu aceno para ele. Meu coração
se parte em dois. Uma metade fica; outra, vai com ele.
Envie
o seu relato sobre qualquer experiência mística, paranormal
ou espiritual para marinagold@planetanaweb.com.br.

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