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Para
onde vamos?
Judaísmo
O
judaísmo vislumbra a sobrevivência da alma, mas não oferece
um retrato claro da vida após a morte. Até hoje os rabinos
antigos e contemporâneos apresentaram poucas discussões sobre
a natureza do mundo vindouro.
De acordo com o Rabino Henry Sobel, presidente do rabinato
da Congregação Israelita Paulista, o judaísmo não encara a
morte como o fim da existência, mas sim como uma parte natural
e lógica da vida. Não é uma extinção, mas uma transformação.
"O homem morre e é enterrado, mas seu espírito permanece eternamente
vivo nos pensamentos e nos atos dos que ficam", afirma.
A crença judaica na imortalidade da alma se reflete no próprio
vocabulário. O cemitério é chamado em hebraico de Beit Há´Chayim,
"Casa da Vida". O Kadish, a oração tradicional, não menciona
a morte; glorifica o "Criador da Vida". "Em face da perda
de um ente querido, exaltamos o Deus que nos presenteou com
aquela vida e reafirmamos nossa profunda fé nos desígnios
divinos, que estão além da compreensão humana", diz Henry
Sobel.
A idéia de vida após morte não é uma afirmação. O judaísmo
é uma religião que permite múltiplas interpretações. "Para
os judeus ortodoxos, a noção de vida após a morte é uma declaração
da crença na vinda de Messias, que ressuscitará fisicamente
os mortos. Para os judeus liberais, por outro lado, a idéia
é mais figurativa do que literal: existe a terra dos vivos
e existe a terra dos mortos. A ponte entre elas é a recordação",
afirma Sobel.
Já o rabino da Congregação Shalom de São Paulo, Adrián Gottfried,
explica que algumas correntes mais místicas do judaísmo chegam
a acreditar no conceito de reencarnação, enquanto outras,
mais racionais, não vêem com bons olhos. "A discrepância está
no fato dos mais místicos acreditarem que exista algum tipo
de continuidade física", diz. A tradição judaica também oferece
uma forma alternativa de renascimento: ressureição dos mortos.
Enquanto a reencarnação representa o retorno da alma para
um novo corpo, a ressurreição é definida como o retorno da
alma ao corpo original.
Além disso, conforme Gottfried, o judaísmo apresenta sete
estágios místicos da jornada da alma:
1 - O processo da morte
Quando a alma deixa o corpo, se encontra com uma luz radiante,
que é chamada de Shechiná, ou a presença feminina divina,
segundo os escritos místicos. Se o homem for um justo, transpassa
e se apega à Shechiná. Mas se não for, a Shechiná parte e
a alma é deixada para trás, lamentando a sua separação do
corpo. Antes que a alma possa se mexer, entretanto, o indivíduo
deve olhar para trás para rever a sua vida.
2 - Separação do corpo físico
A separação do corpo físico cria confusão para a alma.
É uma fase de transição onde a alma lamenta a perda e quer
retornar ao corpo.
3 - Purificação emocional
Após a morte, há um intenso encontro com as conseqüências
da escuridão e desonra, que representam emoções negativas
não resolvidas. De acordo com o Zohar (livro de mística judaica),
o encontro com Guehenom (inferno, em Hebraico) permite a limpeza,
através da catarse, descarga, e purificação da alma.
4 - Conclusão final da personalidade
Uma vez que o consciente daquele que partiu é purificado
das emoções negativas, a alma passa simultaneamente por duas
transformações. Primeiro, a alma vivencia uma felicidade emocional,
e depois completa sua personalidade, estando preparada para
entrar no mundo do infinito, o Divino.
5 - Repouso celestial da alma
No Jardim do Éden (Paraíso), a alma encontra o repouso
celestial. Uma maior evolução acontece neste reino, que permite
a movimentação entre "os sete céus" ou degraus de escalada
na proximidade do Divino.
6 - Retorno à fonte
No Jardim do Éden superior, os níveis superiores da alma,
a chaia ou iechidá (dimensões universais que são extensões
diretas de Deus), se libertam dos aspectos inferiores da alma
e são capazes de vivenciar a alegria da presença de Deus.
7 - Preparação para o renascimento
O Judaísmo fala de reencarnação - em Hebraico, guilgulei
neshamot, que é traduzido como "a rotação das almas" (de corpo
em corpo). Um texto medieval intitulado Seder Ietzirat Ha-Vlad,
"A Criação do Embrião", oferece a imagem de uma apresentação
prévia da vida como uma preparação para o renascimento, que
se tornou uma lenda judaica popular. Um excerto:
Entre manhã e noite o anjo carrega a alma por aí e lhe
mostra onde ela viverá e onde ela morrerá, e o lugar onde
ela será enterrada, e o anjo a leva por todo o mundo, e lhe
mostra os justos e os pecadores e todas as coisas. À noite
ele a recoloca no ventre da mãe, e lá ela permanece por nove
meses...
Finalmente, chega a hora em que a alma deve entrar no mundo.
É relutante partir; mas o anjo toca o bebê no nariz, apaga
a luz em cima da cabeça, e o manda para o mundo. Instantaneamente,
a alma esquece tudo o que ela viu e aprendeu, e entra no mundo
chorando porque acabou de perder um lugar de proteção, descanso
e segurança.
Para
onde vamos?
O que acontece após a morte de acordo
com as religiões:
Budismo
Wicca
Hinduísmo
Islamismo
Espiritismo
Igreja Evangélica
Igreja Batista
Catolicismo
Hare Krishna
Candomblé
Umbanda
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