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Toque
de Midas - continuação
Mas
será que independe mesmo do nome? Para a diretoria
da recém fundada União Brasileira de Bioeletrografia
Aplicada (UBBA) os nomes fazem diferença sim. "As
pessoas adotam uma nova postura quando se fala em bioeletrografia",
afirma Célia Cruz, fonoaudióloga e vice-presidente
da UBBA. Ao contrário, mantêm um certo preconceito
quando se fala em foto kirlian, kirliangrafia ou foto da alma
ou da aura.
Por
isso, a UBBA já chega com grande carga de responsabilidade.
Além de trabalhar para fixar o novo nome, ela deve
promover, entre os dias 20 e 22 de setembro, o Congresso Mundial
de Kirlian, que contará com a presença de diversos
conferencistas de renome internacional. O evento visa apresentar
todas as novidades sobre a bioeletrografia. Assim, espera
Célia, se tornará um elo de ligação
entre os pesquisadores brasileiros. "Há muitos
pesquisadores dos efeitos bioeletrográficos solitários
no País. Queremos concentrar as descobertas e os relacionar
os novos estudos para que todos possam usufruir desses avanços",
explica a vice-presidente. Mais do que isso, ela acredita
que este "é o primeiro instrumento capaz de comprovar
o resultado das terapias holísticas."
Problemas
na interpretação das fotos
No
mundo, há três padrões oficiais para
diagnósticos com a máquina de bioeletrografia:
Padrão Newton Milhomens - Brasil, Padrão Peter
Mandel - Alemanha e Padrão Konstantin Korotkov - Rússia.
Para cada padrão há uma máquina específica
e especialmente desenvolvida. Os preços variam. A alemã,
por exemplo, custa cerca de US$ 5 mil, a russa custa em torno
de US$ 6,5 mil e a brasileira apenas US$ 700.
Cada
padrão, embora utilizando as mesmas técnicas,
tem formas diferentes para diagnosticar um paciente. Portanto,
se você fizer uma bioeletrografia com máquinas
do Padrão Peter Mandel, só poderá interpretá-las
segundo os estudos desenvolvidos para esse padrão.
Isso porque a máquina pode apresentar variáveis
que precisam ser controladas. Voltagem de saída, freqüência
de pulso elétrico de saída, tempo de exposição,
pressão do dedo na película fotográfica,
bem como a marca e a sensibilidade da película fotográfica
podem interferir no diagnóstico.
Hoje
em dia existem diversas teorias sobre o assunto. A mais
recente, defendida pelo russo Konstantin Kurotkov, PhD em
física, fala da visualização de uma descarga
elétrica em meio gasoso (em inglês, Gás
Discharge Visualisation, ou GDV). De acordo com suas pesquisas,
os corpos humanos, de animais, de plantas e outros objetos
emanam gases, vapores além da emissão de radiação.
Tudo isso se concentra formando uma espécie de uma
nuvem ao redor desses corpos (vivos ou não). Segundo
Kurotkov, essa mistura de gases e vapores, em contato com
qualquer Máquina Kirlian, provocaria a ionização
dos mesmos, o que criaria um halo luminoso passível
de registro em fotografias.
Mas
engana-se quem pensa que a mudança de nome - de
kirliangrafia para bioeletrografia - se resume a mais uma
técnica de marketing para angariar novos clientes.
"É uma forma de reconhecimento ao real inventor
da máquina, o padre Landel de Moura", garante
o prof. Newton Milhomens, autoridade nacional no assunto.
Até
1999, acreditava-se que a máquina tinha sido inventada
por Davidovitch Kirlian, em 1939 na ex-URSS. Mas recentemente
descobriu-se - e um comitê internacional oficializou
- que o real inventor da máquina de bioeletrografia
foi o brasileiro padre Landel de Moura (nosso patrono das
Telecomunicações), em 1904. É mais uma
mácula na história das invenções
brasileiras. Tanto os planos oficiais quanto a própria
máquina, criada pelo Pe. Landel, teriam sido confiscados
pela Igreja católica e encontra-se em local "ignorado
e não sabido."
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