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Toque
de Midas
O
Bioeletrograma, antes chamado de foto Kirlian, aponta problemas
físicos e emocionais dos pacientes e facilita a vida de muitos
terapeutas
Por
Betina Piva
Assim
como Midas, que transformava em ouro tudo que tocava,
seus dedos também guardam muitos poderes. Informações
que vão além da impressão digital e podem
mostrar muito mais a seu respeito do que você imagina.
Estamos falando de um bioeletrograma - ou foto kirlian (como
foi chamada nos últimos 60 anos). Uma fotografia de
seus dedos que, depois de revelada, apresenta halos coloridos
e marcas capazes de imprimir seu perfil físico e emocional.
O
paciente coloca a mão em um saco escuro que tem
uma espécie de câmera fotográfica dentro,
pressiona o dedo até alcançar o filme fotográfico
enquanto o dispositivo da máquina de bioeletrografia
é disparado. Não dói nada. Mas o resultado
pode surpreender. A foto traz um halo com as cores vermelha,
branca e azul em diversas tonalidades. "Mas é
preciso estar atento. Ao interpretar uma destas fotos, o mais
importante de se observar são as formas geométricas
apresentadas ali", alerta Newton Milhomens, presidente
da UBBA (União Brasileira de Bioeletrografia Aplicada)
e vice-presidente no Brasil da União Internacional
de Medicina e Bioeletrografia Aplicada (Uimba) - reconhecida
pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
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Trata-se
de uma técnica de diagnóstico que permite
identificar nos pacientes, inclusive crianças, diversos
problemas como estresse, cansaço, ansiedade, depressão,
mágoa, alergias, dores, problemas em órgãos
internos e até mesmo câncer. "Com o bioeletrograma
é possível identificar com maior rapidez os
problemas de nossos pacientes e, assim, agilizar o tratamento",
explica Célia Cruz, fonoaudióloga, terapeuta
holística e vice-presidente da UBBA. "Já
tive pacientes que acreditavam estar deprimidos quando, na
realidade, estavam ansiosos. A foto evita esse tipo de erro
e a perda de tempo com tratamentos que não trarão
bons resultados."
Agora,
se você nunca ouviu falar em nenhum desses nomes,
não se assuste! Na verdade ninguém sabe muito
bem o que é a bioeletrografia. Nem mesmo os grandes
estudiosos no assunto. Também não há
quem prove a capacidade desta técnica ou sua veracidade
como ciência. Mas a repetição de determinadas
marcas nas fotos é fato. "Pessoas com problemas
semelhantes apresentam uma mesma marca no bioeletrograma",
garante Milhomens. E acrescenta: "está tudo ali,
ao alcance de suas mãos."
Novo
nome para uma técnica antiga
Se
alguém lhe dissesse que descobriu determinado problema
fotografando sua aura, você acreditaria? E se lhe dissesse
que a descoberta se deu por uma foto kirlian? Se você
for um pouquinho, só um pouquinho cético, com
certeza sua resposta será negativa. Entretanto, será
que sua confiança aumentaria se lhe afirmassem que
o tal problema foi acusado em um bioeletrograma? Independente
do nome, a resposta está na ponta de seu dedo e pode
revelar segredos que nem mesmo você sabe que existem.
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