Veja outros sites:
 Hieróglifos
 Vidas Passadas
 Tarô do Amor
 Kamasutra
 Dados Mágicos
 Oráculo celta
 Mico da sorte
 Horóscopo Asteca
 Omikuji
 Oráculo de Delfos
 Búzios
 Altar Virtual
 Cartomancia
 Tarô
 Biscoito da Sorte
 Realejo
 Bola 8
 Par Perfeito
 I-Ching
 Runas
 Vidente
 Numerologia
 Horóscopo
 Home
 Índice
 Arquivo de chats
 Edições Anteriores
 Especiais

 Canais:

 Guia Cósmico
 Área 51
 Encantamentos
 Transcendendo
 Reconectando
 Paranormal

 Busca

Procure outras matérias
 
 
 
           

Transcendendo: Corpo

 

O Sexo Sagrado

Intrinsecamente associado à fertilidade e ao prazer, o sexo pode ser uma alavanca para a evolução interior. Basta saber domar este poderoso instinto de vida para conseguir canalizar esta energia para você.

DÉBORA F. LERRER

Purushâyita

Historicamente, sexo e espiritualidade foram parceiros de cama complicados - enquanto algumas religiões da antiguidade incluíam a sexualidade em seus ritos, outras procuravam controlá-la, tanto pela supressão ou por severas limitações de sua expressão. A maioria das religiões dominantes no mundo hoje prega a sublimação das necessidades sexuais ou sua canalização para formas socialmente aceitáveis, como o casamento.

Na contra mão dessa tendência de limitar a alma à igreja e a carne à cama, a sexualidade sagrada é uma forma de espiritualidade que vê sexo como um meio de experimentar a comunhão com o divino. O sexo sagrado aproveita o poder da sexualidade com o objetivo de acelerar a transformação pessoal e intensificar o crescimento espiritual.

Várias tradições antigas incluíram a sexualidade em ritos religiosos. Por volta de 3.000 a.C., os Sumérios encenavam ritualmente o Casamento Sagrado - a união entre uma sacerdotisa de sua deusa Inanna e um sacerdote-príncipe, como um meio de obter favores da deusa para suas cidades. Na Grécia, esse tipo de sexo ritual teve continuidade e era chamado de hiero gamos, que consiste na tradicional reconstituição do casamento da deusa do amor e da fertilidade com seu amante, o jovem e viril deus da vegetação. Várias fontes antigas sugerem que este tipo de prática também deveria fazer parte dos Mistérios de Eleusis, dedicado à deusa Deméter. Há evidências de que este rito também fosse praticado pelos Egípcios no culto da Ísis e ele tenha permanecido até a era Romana.

Prostituição Sagrada - Na Antiguidade, em várias civilizações do Oriente Médio também era comum a prática da prostituição sagrada, pela qual os homens visitavam templos, onde tinham relações sexuais com o objetivo de comungar com uma deusa particular. Por esta concepção a prostituta sagrada encarnava a deusa, tornando-se responsável pela felicidade sexual, "a veia através da qual os rudes instintos animais são transformados em amor e na arte de fazer amor", explica Nancy Qualls-Corbett, autora do livro "A prostituta sagrada", da Editora Paulus.

Nesse período em que existia a prostituição sagrada, as culturas constituíram-se sobre um sistema matriarcal que, muito mais do que mulheres em cargos de autoridade, significava um foco em valores culturais diferentes. "Onde o patriarcado estabelece lei, o matriarcado estabelece costume; onde o patriarcado estabelece o poder militar, o matriarcado estabelece autoridade religiosa; onde o patriarcado encoraja a areteia (valor, força e perícia) do guerreiro individual, o matriarcado encoraja a coesão do coletivo, algo que tem a ver com a tradição". (William Thompson, The Time Falling Bodies Take to Light)

Em outras palavras, o que diferencia matriarcado de patriarcado não é o fato de que o poder esta na mão da mulher ou do homem, e sim uma diferente atitude.

De acordo com Nancy Qualls-Corbet, em matriarcados antigos a natureza e a fertilidade consistiam no âmago da existência. Suas divindades comandavam o destino, proporcionando ou negando abundância à terra. Desejo e resposta sexual, vivenciados como poder regenerativo, eram reconhecidos como dádiva ou bênção do divino. A natureza sexual do homem e da mulher era inseparável de sua atitude religiosa. Em seus louvores de agradecimento, ou em suas súplicas, eles ofereciam o ato sexual à deusa, reverenciada pelo amor e pela paixão. Tratava-se de ato honroso e respeitoso, que agradava tanto ao divino quanto ao mortal. A prática da prostituição sagrada surgiu dentro desse sistema religioso matriarcal e, por conseguinte, não fez separação entre sexualidade e espiritualidade.

 

Leia Mais:

• O Sexo Sagrado

Tantra: expandindo o prazer

Maithuna


Transcendendo

Os veículos para
a busca interior. Terapias, religiões, meditações, cura.
O encontro da alma, corpo e mente

 

Links relacionados

Site com respostas às perguntas mais frequentes sobre sexo e espiritualidade.

 

Fontes

Hiperorgasmo – uma via tântrica
Mestre De Rose, Editora Martin Claret

Yôga - Sámkhia e Tantra
Mestre Sérgio Santos, Editora Martin Claret

A Prostituta Sagrada
Nancy Qualls-Corbet, Editora Paulus

 



| ISTOÉ ONLINE | DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | ISTOÉ DIGITAL | EDIÇÕES ANTERIORES |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
AVISO LEGAL
© Copyright 1996/2002 Editora Três