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Renascimento
como meditação
Embora acabe tendo um efeito terapêutico, o casal
não gosta de dar a conotação de terapia
para o Renascimento. "Normalmente as pessoas chegam com
alguma angústia específica, mas acabam compreendendo
muito sobre si mesmo, obtendo uma percepção
mais ampla", diz Tarika. "Preferimos usar o termo
desenvolvimento pessoal, pois motiva mais e tem muita gente
que nos procura por curiosidade, sem nada específico
para resolver", diz Khalis. Eles reconhecem, entretanto,
que a prática do Renascimento acaba sendo terapêutica,
já que trata angústias, fobias, ansiedades e
até mesmo disfunções respiratórias.
De
qualquer modo, o objetivo do trabalho desenvolvido pelo
Instituto é conduzir seus clientes para a prática
da meditação, único processo que na visão
deles realmente pode conduzir as pessoas a viverem com bem-estar.
"As nossas maiores dificuldades não são
os outros e sim esse falatório mental que faz a gente
ficar se culpando, se sentido incapaz. Temos que nos dar conta
de que é somente um falatório, e ter instrumentos
para parar isso". A receita deles para enfrentar e transcenderem
essas turbulências mentais é usar o corpo, através
da respiração - ou seja, o Renascimento, que
para eles nada mais é do que uma técnica de
meditação.
Preocupados
em trazer essa prática para o dia-a-dia das pessoas
e para o estilo de vida ocidental, eles criticam a visão
idealizada que as pessoas costumam fazer da meditação.
"Meditação é estar presente naquilo
que você está fazendo. É mais prático
e fácil do que o que o senso comum diz. Não
é estar acima das coisas. É estar no mundo",
explica Tarika. "Ao invés de ficar na fila, angustiado,
brigando porque vai demorar muito, o melhor a fazer é
meditação. Para isso, não precisa sentar
em posição de lótus e acender um incenso",
diz Khalis.
Para ambos, ao aumentar a percepção de
si mesmo, através da meditação, as pessoas
ficam melhor capacitadas para lidar com suas dificuldades
internas que ao longo da vida vão sempre se transformando.
"Uma terapia não acaba nunca, e nem sempre as
pessoas se sentem melhor. Surgem sempre outros problemas.
A pessoa fica 10 anos falando da mãe, depois descobre
que tem problema com o irmão. No final, fica um neurótico
esclarecido, sabe tudo a seu respeito, mas não mudou
nada", diz Khalis.
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