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Transcendendo: Corpo

Publicado em: 12/03/2001
 

Respirando de volta ao útero

A respiração pode ser uma chave para o autoconhecimento. Essa é a lição que o Renascimento traz para quem se aventura por essa experiência profunda e transformadora.

Débora F. Lerrer

tarika e Khalis: bem estar e êxtase através da vivência de conteúdos reprimidos

Imperceptível, porém vital, a respiração é parte essencial da vida. Pouca gente sabe, entretanto, que o simples controle da nossa respiração pode levar a experiências profundas e prazerosas, que causam impacto imediato na nossa percepção, promovendo a expansão da consciência. Esse é o objetivo do Renascimento, técnica desenvolvida na década de 70 pelo norte-americano Leonard Orr - e que, diz a lenda, foi descoberta em meio a um demorado banho de banheira.

"O Renascimento é basicamente uma técnica de respiração onde a gente respira de uma forma um pouco diferente do normal. É mais rápido e profundo", explica Khalis Chacel, 40 anos, que junto com a psicóloga Tarika Lima, 32, coordena o Instituto do Renascimento, sediado em São Paulo.

Em uma sessão, o paciente inspira e expira pela mesma via (nariz ou boca), ligando a inspiração e a expiração, sem pausas. A inspiração é ajudada, para que seja mais profunda, e a expiração deve ser solta e relaxada, sem interferências. Segundo Khalis, depois de algum tempo nessa respiração, todas as pessoas passam primeiramente a experimentar sensações corporais, tais como alterações de temperatura corporal, formigamentos, pequenos espasmos, tremores prazerosos. Eventualmente, também experimentam memórias e emoções, às vezes relacionadas ao momento do nascimento - primeira vez que nós respiramos - ou mesmo a sentimentos identificados com sua situação atual de vida. "Quando ela vivencia esses conteúdos, a causa inconsciente que gera pressão se desmancha, e a pessoa se sente profundamente relaxada", explica ele.

Essa sensação de bem-estar, êxtase e amplitude obtida através da vivência de conteúdos muitas vezes reprimidos ou suprimidos é o que os "renascedores" chamam de "integração". Cabe a quem está conduzindo o processo controlar a velocidade e a profundidade da respiração do paciente de maneira a controlar a intensidade dos conteúdos que estão surgindo. "O processo tem que ser feito dentro do que é confortável para a pessoa, e essa avaliação o bom profissional tem que saber fazer", diz Tárika, que é também psicóloga.

Nos atendimentos individuais ou nas vivências, o Renascimento é feito sentado, deitado ou mesmo de pé. Somente quando conseguem um espaço com piscina térmica ou nas vivências fora de São Paulo é que Khalis e Tarika induzem a um renascimento dentro da água, mas nunca na primeira sessão. "A água é um potencializador e o renascimento é uma experiência forte o suficiente. Não adianta você ter uma experiência interna mais intensa do que você tenha condições de integrar naquele momento", explica o renascedor.

 

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Para mais informações, visite o site do Instituto do Renascimento. Cheio de imagens de fractais, o site explica as atividades do Instituto e divulga as datas de vivências e palestras.

 



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