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Tempo
de cada um
Desvinculados de qualquer religião ou filosofia, os
médiuns Maria do Carmo, Nelson e o filho desta, Wagner
Marino Cruz, 26, que incorpora Dr. João, preferem até
que as pessoas não acreditem. "É até
melhor", diz Maria, cuja mediunidade determinou a linha
de trabalho da casa. "Não precisa acreditar nem
ter fé. Tem que se abrir para a própria mudança",
diz ela.
Ecléticos,
além dos compostos e da cirurgia com bastão
de cristal, eles dizem também utilizar cromaterapia,
cristais, astrologia, numerologia e cabala e fazem questão
de dizer que não são uma casa de caridade. "A
pessoa tem que investir. Pagamos as nossas contas para ter
essa estrutura. Somos uma empresa com fins lucrativos",
afirma Soares.
O tempo de tratamento de cada paciente varia. O empresário
Jean
Dunkl, 70, precisou somente de um mês para se ver livre
de um câncer no pâncreas, há 12 anos atrás.
Ele conta que o médico queria marcar a cirurgia imediatamente,
já que é um tipo de câncer muito perigoso.
"Enrolei o médico um mês. Depois do tratamento
com eles, fiz uma tomografia por minha própria conta
e levei para o médico, mostrando que eu não
tinha mais nada. Quase entrei em uma cirurgia desnecessária",
recorda. Hoje Dunkl voltou a procurar a equipe do Expansão
Cósmica, pois sua mulher sofreu um derrame em novembro
e ficou em coma. "O tratamento dela tem dado resultados
excelentes. Ela estava em coma, voltou à consciência
e está começando a falar e a recuperar movimentos
dos membros paralisados", conta ele.
Patrícia
Franco Luzio, 32, precisou somente de uma sessão para
se conscientizar da causa de seu desequilíbrio emocional.
Formada em Ciências Sociais e com 13 anos de terapia
nas costas ela estava em plena crise. "Ouvia vozes, estava
deprimida, achava que iria enlouquecer". Em dois meses
de tratamento, Patrícia livrou-se do problema e está
há quase um ano na segunda parte do tratamento oferecido
pela Expansão Cósmica, cuja proposta é
fazer com que o paciente se torne ele mesmo um canal de energia,
aprendendo a caminhar com as próprias pernas. "É
um tratamento para dar condições para as pessoas
se conectarem com seu canal que é quando a pessoa experiência
o seu lado energético, que muitas vezes não
se dá conta que existe, porque não tem referências",
explica Nelson. "É a mesma coisa que alguém
experimenta ligando sua TV comum a um cabo, passando a pegar
centenas de canais", exemplifica. Ele garante que com
essa ligação, os dons próprios de cada
pessoa individualmente se expandem, bem como o lado profissional,
material, emocional e familiar. "A sensação
que dá é como se você fosse uma garrafa
de champanhe e te tirassem a rolha", explica Patrícia,
que hoje se dedica à astrologia com uma abordagem espiritualista.
Eles
só lamentam que pouca gente passe para esta segunda
fase do tratamento. "Nosso objetivo com esta fase é
fazer com que a pessoa melhore seu discernimento, se mantenha
equilibrado e livre de doenças, o que a gente chama
de auto-cura", diz Soares.
A maioria de seus pacientes, como é o caso de Dunkl,
só os procura na medida em que tem algum problema de
saúde para resolver. "Se eu não precisasse
deles, eu não os procuraria mais, pois eu me curei",
diz o empresário.
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