| |
Os
Astros e a Medicina
Desde
o início da década de 80, o médico Sérgio Mortari utiliza
o mapa astral de seus pacientes para confirmar suas tendências.
Esse "exame astrológico", garante ele, contribui para corrigir
diagnósticos equivocados e ajustar os tratamentos, melhorando
consideravelmente a vida de seus pacientes.
Débora
F. Lerrer
Até
praticamente o século XIX, a astrologia era um saber amplamente
adotado pelos praticantes da medicina - muitos deles sábios
dotados de conhecimentos que abrangiam diversas áreas - que
não compartimentavam aquilo que hoje é tratado como fé ou
esoterismo, daquilo que é considerado científico.
O
médico Sérgio Mortari tinha uma bem-sucedida carreira de cirurgião
plástico quando decidiu dar uma virada. Trabalhando com pacientes
queimados de um hospital público, Mortari ficou intrigado
com a revolta, a angústia e os pensamentos negativos mantidos
por seus pacientes, mesmo quando os resultados cirúrgicos
eram excelentes. "Alguma coisa acontecia com eles na parte
psíquica, criando uma auto-imagem diferente da que realmente
eles tinham".
Ao
verificar que a energia do paciente influía em sua cura, Mortari
decidiu estudar psicologia. Em contato com Jung, o médico,
até então "totalmente cartesiano", abriu seus horizontes,
enveredando pela homeopatia, pela acupuntura e acabando por
desembocar na astrologia voltada para a prática médica.
Embora
estudasse essas práticas, consideradas "alternativas", Mortari
continuou meio desconfiado - até que um episódio lhe deu as
evidências de que necessitava. Dando plantão em um pronto
socorro municipal, viu-se perdido diante da chegada de vários
casos de bronquite asmática e da crônica falta de medicamentos.
"Só tinha oxigênio, mais nada. Então eu peguei as agulhas
de injeção e coloquei nos pontos de acupuntura que eu tinha
aprendido. O paciente saiu da crise".
Vendo
que "a coisa funcionava", Mortari começou a se dedicar mais
ao trabalho e ao estudo da parte energética, o que o levou
à França em meados da década de 70. Na volta, no início dos
anos 80, tornou-se o pioneiro - pelo menos abertamente, ressalva
ele - na prática do que ele chama de "medicina holística",
onde a astrologia, até então banida das artes médicas, voltou
a ocupar um lugar fundamental, sobretudo no diagnóstico. "O
mapa astrológico de um paciente é, para mim, como um exame
de laboratório. Com ele, eu confirmo suas tendências", diz.
Para
ele, o mapa tanto ajuda a definir um diagnóstico como revela
determinados potenciais que um paciente não está aproveitando.
"Se você faz com que a pessoa use esses potenciais, está colaborando
para essa pessoa crescer na vida", diz ele.
Ele também acha fundamental conhecer o mapa astral para saber
qual terapia se ajusta melhor a determinado paciente. "Uma
pessoa que tem muito elemento terra no mapa, por exemplo,
precisa do toque, de uma terapia mais corporal, como a reichiana",
explica. Segundo ele, mesmo as pessoas que lhe colocam dúvidas
sobre o diagnóstico têm essa característica presente no mapa
astral, pois são pacientes que têm o planeta Netuno na casa
VI, que é vinculada à saúde e, freqüentemente, são tratadas
de maneira errada por causa disso.
Leia
Mais:
Os
Astros e a Medicina
Paranormalidade,
esquizofrenia e depressão
Órgãos
de choque de cada signo
|