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A
espiritualidade holística de
Norma Blum
A
atriz Norma Blum, 61 anos, sempre foi precoce. Aos nove, estreou
no teatro profissional, aos 12, na TV e aos 14 no cinema.
Antes disso, entretanto, ela já lidava com uma paranormalidade
que a assustava e que a levou a pesquisar e estudar profundamente
tudo que lhe caísse nas mãos sobre o assunto.
Quando já tinha mais de 40 anos de carreira artística,
no final de 1992, Norma decidiu dar uma guinada em sua vida,
dedicando-se a escrever e compartilhar com o público
o que aprendeu ao longo de sua rica trajetória espiritual.
Filha de pai judeu e mãe protestante, desde cedo ela
teve acesso a diferentes abordagens de Deus, o que a levou
a respeitar e incorporar conhecimentos de diversas tradições.
Com seis livros publicados desde então, Norma está
atualmente em cartaz em São Paulo, na peça E
a Vida Continua, psicografada por Chico Xavier.
Por
Debora F. Lerrer
Planeta
na Web - Como começou o seu caminho espiritual?
Norma Blum - Desde pequena eu experienciei
fenômenos paranormais, mas não entendia. Meu
pai era judeu, minha mãe, protestante, eu fui criada
em um colégio católico, e isso tudo também
causava confusão. Sempre tive uma ligação
espiritual muito forte, mas sem denominação.
Via anjos, seres de luz, tinha um sentimento muito grande
de ligação com a consciência cósmica
sem saber dar nome a isso. A partir da adolescência,
comecei a pesquisar. Estudei diversas religiões para
tentar compreender por que tinha visões e premonições,
pois eu me tinha como louca. Não enveredei por esse
caminho depois de alguma coisa. Isso sempre esteve comigo.
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| Na
novela Elas por Elas |
PnW
- Como foi conjugar essa paranormalidade com sua profissão
de atriz? Existem pessoas que dizem que os atores são
médiuns. O que você acha disso?
Norma
- Eu concordo com isso. O ator é um médium.
Ele incorpora outros arquétipos,
outras personalidades. Eu me tornei atriz muito cedo. Aos
nove anos, estreei no teatro profissional. Para mim, foi uma
bênção o teatro ter acontecido cedo na
minha vida, pois ele foi um tipo de terapia. Foi uma forma
de eu poder vivenciar conteúdos, emoções,
e trabalhar com isso dentro de mim. Depois dos 20 anos eu
fui fazer terapia, mas antes era o teatro. Tudo aconteceu
muito cedo na minha vida. Aos dois anos eu já via anjos.
PnW
- Por que você parou de atuar?
Norma - Eu estava viajando há cinco
anos por todo o Brasil com a peça Além da Vida,
do Chico Xavier. Também tinha feito a minha última
participação na TV Globo, em Os Anos Rebeldes.
Queria muito escrever livros para compartilhar minhas experiências,
mas eu sentia que se não parasse com a televisão
e com o teatro não teria tempo para respirar, jamais
teria a paz, o recolhimento para escrever. A vida do ator
é extremamente extrovertida, e o autor é introvertido.
Eu não conseguia conciliar essas duas atividades, então
resolvi dar uma parada no final de 1992. Em 93, comecei a
dar cursos de auto-ajuda, de transformação pessoal
e, em dezembro, lancei meu primeiro livro, Exorcize sua bruxa
madrinha.
PnW
- O que você chama de crescimento pessoal?
Norma - Muito antes de se falar em inteligência
emocional, eu intuitivamente sabia que a gente tem que ter
certos parâmetros. Por exemplo, é importante
você perdoar. Perdoar não significa ser bonzinho
com os outros. É você se libertar de mágoas,
raivas, de todas essas emoções que fazem parte
do ser humano, mas que, à medida que você amadurece,
percebe o quanto de lixo está misturado com isso. Então,
eu pratiquei exercícios para ter equilíbrio
emocional. Do equilíbrio emocional você pula
para o equilíbrio espiritual. Quase que uma coisa vai
conduzindo para a outra.
...a
entrevista continua>>
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