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Quando
o dinheiro não
compra a felicidade
Ninguém
precisa ser rico para ser feliz. E o esbanjamento às vezes
traz mais dor de cabeça do que alegrias. O jornalista Odir
Cunha fez essa descoberta da maneira mais doída - e então
resolveu compartilhar a riqueza da sabedoria de simplesmente
viver
por
Betina Piva
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| Odir
Cunha: livre, leve, solto - e vivendo com pouco |
Foi
no fundo do poço que o jornalista Odir Cunha descobriu
que era possível ser feliz com pouco dinheiro. Sua
primeira noite sozinho foi longa. Depois de 18 anos ao lado
da esposa, se sentia sufocado pelo silêncio da casa
vazia. Não aquela casa com quatro suítes que
precisou ser vendida antes mesmo de terminada, mas o apartamento
onde havia morado com a mulher e os dois filhos. Sua empresa
quebrou e seu casamento fracassou. Não bastasse tudo
isso, os amigos também se afastaram. Estava na berlinda
e começava a se dar conta disso.
Cunha
mudou radical e imediatamente todos os seus hábitos.
Precisava se adaptar a nova situação. Não
tinha fogão, por isso só comia frutas e verduras
- que comprava com cerca de R$ 5 no fim da feira e que duravam
a semana toda. Conclusão: emagreceu bastante e se tornou
um grande adversário no tênis - esporte que não
praticava há muito tempo. Retomou antigos hobbies e
se despediu do consumismo de forma triunfal: um cruzeiro com
os dois filhos. "Foi minha última extravagância.
E fiquei pagando as parcelas dessa viagem durante três
anos", lamenta Cunha.
Com
o orgulho ferido e auto-estima em baixa, dois pensamentos
rondavam a mente do autor. Primeiro, só há uma
forma de você não se sentir inferiorizado pelo
dinheiro: não se deixe seduzir por ele. "Percebi
que as coisas simples, em geral, são as mais profundas,
e que as coisas materiais são passageiras", emociona-se.
A outra conclusão foi a de que é preciso tirar
partido de seus reveses. "Por que não contribuir
para o bem estar coletivo contando minha estória? Foi
então que resolvi escrever o livro."
Em
seu livro Dinheiro: é possível ser feliz
sem ele, da Editora Elevação, Cunha
explica que o mito da riqueza deve ser substituído
pela busca de uma vida simples, saudável e prazerosa.
Segundo ele, é importante sonhar a curto prazo e planejar
as finanças a longo prazo. "Ao dirigir nossas
ações para aquilo que nos faz bem, ao reservarmos
nosso tempo e esforço para as atividades que mais nos
agradam e gratificam, estaremos descobrindo que não
precisamos colocar a felicidade onde não estamos, que
não precisamos empurrar a vida com a barriga até
que a fortuna venha, que, enfim, podemos ser felizes com o
que temos. Ou melhor ainda: descobrir, maravilhados, que já
somos felizes."
Mas
como ter uma vida econômica e feliz? Cunha fez de
seu livro um verdadeiro manual de pão-durismo. "Gaste
seu dinheiro com o necessário, não o use para
ostentar status ou parecer o que não é",
aconselha. "A felicidade custa pouco e só precisa
de um corpo e hábitos saudáveis, uma mente curiosa
e um coração sensível. Se eu consegui,
você também consegue", garante o escritor.
Planeta na Web selecionou algumas de suas dicas para que você
também possa fugir dessas armadilhas. Pão duro
sim, mas com classe!
Nas
próximas páginas, dicas extraídas do
livro Dinheiro: é possível ser feliz sem
ele. Aprenda a economizar em:
Alimentação,
vestuário, escola e educação dos filhos,
automóvel, moradia, lazer, férias
Saúde,
presentes, empregada doméstica, convivência com
a família, cartão de crédito, celular,
cheque especial, economia do lar
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