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O Judaísmo
Cláudia
Hadac, 35 anos, mãe de Bruno, 10 anos, e Gabriela,
7, cresceu aprendendo que Jesus era um homem mais elevado
espiritualmente. Sabia também que ele havia sido judeu,
como ela e sua família, que nunca comemoraram o Natal.
"Eu acho uma festa bonita, alegre, as pessoas ficam mais
sorridentes. Mas sua falta nunca me pesou porque temos o Hannukah,
a festa das luzes, que também é uma festa muito
alegre, onde a gente também recebe presente".
Ela até desconfia que esse costume de dar presentes
às crianças no Hannukah é uma adaptação,
para que ninguém sinta falta - pois o costume judaico
era dar aos filhos um "guelt", uma soma de dinheiro
de presente.
Para resolver a vontade que seus filhos tinham de montar
árvore de Natal, Cláudia adotou uma "solução
salomônica". Quando eles pediram, levou-os para
a casa de amigos não-judeus para ajudarem a enfeitar
um pinheirinho. "Depois eles desencanaram, perderam aquela
super curiosidade e não pediram mais", conta ela.
"Acho que tem muito judeu que é frustrado por
não ter montado árvore. Não tem como
não achar bonito", brinca.
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