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Reconectando: A Grande Teia

publicado em 21/03/2001
 

Presas viram "terapeutas"

fotos: Débora F. Lerrer
Cintia Soraia e seu certificado do conclusão de curso.

Depois da boa experiência no 1º DP, Marco Antonio começou a dar curso de Reiki no 7º Distrito Policial, onde há uma cadeia feminina com 92 presas. Em um xadrez, Marco passa todo o dia explicando a técnica e fazendo a iniciação de suas alunas. A cada curso, 12 saem formadas e com capacidade de aplicar Reiki em si e nas colegas.

A reportagem da Planeta na Web visitou o segundo curso realizado no 7º DP. Na cela, sentadas ao chão, as presas escutavam atentamente a explicação de um dos princípios básicos do Reiki, que é o de não se "pré-ocupar". "A preocupação remete ao futuro e te tira do aqui agora, que é onde a pessoa se desequilibra e dá entrada para doença", explicava Marco. "Mas o que a gente mais tem aqui é saudades dos filhos", dizia Marli Marques Ferreira, 30, mãe de quatro e presa por tráfico. "A energia vai trabalhar isso", garantia Aguilar.

Condenada a 21 anos por homicídio, Cíntia Soraia, 32, fez parte da primeira turma de alunas da cadeia feminina. Sentada e fazendo crochê na cela onde transcorria a aula, ela conta que em uma semana já pôde sentir muita diferença. "Geralmente eu tenho muita depressão e ela diminuiu e minha insônia acabou. O Reiki relaxa, transmite paz, energiza."

fotos: Débora F. Lerrer
Ely e Soange ajudam colegas com a técnica.

Solange Andrade, 41, condenada a três anos e seis meses por tráfico de drogas já tinha até começado a aplicar Reiki nas colegas. "Fiz em uma menina que estava com cólica e a dor dela passou na hora", conta. "Esse curso te traz equilíbrio, paz de espírito e consegue transmitir isso para as pessoas, o que é muito importante

Presa há um ano por tráfico, Ely dos Santos, 33, passou a tarde toda chorando quando fez o curso. "Fiquei em contato com emoções que há muito não sentia, porque aqui eu tenho que ser durona para não desabar", diz ela. "O Reiki dá mais força e energia para você agüentar. Ele não resolve os problemas, mas ajuda a pensar melhor neles". Ely aplicou a técnica nas colegas, inclusive em uma menina portadora de HIV, que esconde isso das outras detentas. "Agora eu quero fazer Reiki na juíza que me condenou", diz ela rindo.

Leia mais:

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Links relacionados

Página de Marco Antonio Aguilar que traz várias informações sobre o Reiki

 

 


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