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Presas
viram "terapeutas"
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| Cintia
Soraia e seu certificado do conclusão de curso. |
Depois
da boa experiência no 1º DP, Marco Antonio começou
a dar curso de Reiki no 7º Distrito Policial, onde há
uma cadeia feminina com 92 presas. Em um xadrez, Marco passa
todo o dia explicando a técnica e fazendo a iniciação
de suas alunas. A cada curso, 12 saem formadas e com capacidade
de aplicar Reiki em si e nas colegas.
A
reportagem da Planeta na Web visitou o segundo curso realizado
no 7º DP. Na cela, sentadas ao chão, as presas
escutavam atentamente a explicação de um dos
princípios básicos do Reiki, que é o
de não se "pré-ocupar". "A preocupação
remete ao futuro e te tira do aqui agora, que é onde
a pessoa se desequilibra e dá entrada para doença",
explicava Marco. "Mas o que a gente mais tem aqui é
saudades dos filhos", dizia Marli Marques Ferreira, 30,
mãe de quatro e presa por tráfico. "A energia
vai trabalhar isso", garantia Aguilar.
Condenada a 21 anos por homicídio, Cíntia Soraia,
32, fez parte da primeira turma de alunas da cadeia feminina.
Sentada e fazendo crochê na cela onde transcorria a
aula, ela conta que em uma semana já pôde sentir
muita diferença. "Geralmente eu tenho muita depressão
e ela diminuiu e minha insônia acabou. O Reiki relaxa,
transmite paz, energiza."
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| Ely
e Soange ajudam colegas com a técnica. |
Solange
Andrade, 41, condenada a três anos e seis meses por
tráfico de drogas já tinha até começado
a aplicar Reiki nas colegas. "Fiz em uma menina que estava
com cólica e a dor dela passou na hora", conta.
"Esse curso te traz equilíbrio, paz de espírito
e consegue transmitir isso para as pessoas, o que é
muito importante
Presa
há um ano por tráfico, Ely dos Santos, 33, passou
a tarde toda chorando quando fez o curso. "Fiquei em
contato com emoções que há muito não
sentia, porque aqui eu tenho que ser durona para não
desabar", diz ela. "O Reiki dá mais força
e energia para você agüentar. Ele não resolve
os problemas, mas ajuda a pensar melhor neles". Ely aplicou
a técnica nas colegas, inclusive em uma menina portadora
de HIV, que esconde isso das outras detentas. "Agora
eu quero fazer Reiki na juíza que me condenou",
diz ela rindo.
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