Veja outros sites:
 Hieróglifos
 Vidas Passadas
 Tarô do Amor
 Kamasutra
 Dados Mágicos
 Oráculo celta
 Mico da sorte
 Horóscopo Asteca
 Omikuji
 Oráculo de Delfos
 Búzios
 Altar Virtual
 Cartomancia
 Tarô
 Biscoito da Sorte
 Realejo
 Bola 8
 Par Perfeito
 I-Ching
 Runas
 Vidente
 Numerologia
 Horóscopo
 Home
 Índice
 Arquivo de chats
 Edições Anteriores
 Especiais

 Canais:

 Guia Cósmico
 Área 51
 Encantamentos
 Transcendendo
 Reconectando
 Paranormal

 Busca

Procure outras matérias
 
 
 
           

Reconectando: A Grande Teia

publicado em 04/01/2001
 

A Farmácia Viva das mulheres
do MST

Assentadas em Itapeva (SP) há oito anos, mulheres em busca de uma medicina "da terra" montam uma farmácia de medicamentos fitoterápicos, vendem para fora e mostram o caminho para a autonomia frente aos remédios industrializados.

Débora F. Lerrer

A produção da Farmácia Viva: buscando a medicina na terra

Já passou o tempo em que os sem-terra organizados pelo MST (Movimento Sem Terra) contentavam-se só com a terra e a produção de seus assentamentos. Depois de desenvolver projetos bem-sucedidos na área da educação, premiados até pela Unicef, eles agora querem minimizar a dependência dos remédios "comprados em farmácia". Com esta finalidade, estão criando laboratórios fitoterápicos para atender as demandas da organização.

Hortas medicinais são comuns nos assentamentos do MST, e sempre tem alguém que entende de ervas - mas o empurrão definitivo para a produção de remédios fitoterápicos foi dado pelo projeto "Farmácia Viva", iniciativa de um grupo de 18 mulheres assentadas em Itapeva, no interior de São Paulo. Com a ajuda de Isabelle Plomb, enfermeira suíça da ONG E-change que morou e trabalhou como voluntária na região por três anos, as assentadas começaram a produzir mais de 50 tinturas, pomadas, xaropes e até xampus anti-caspa com as plantas de sua pequena horta medicinal. Entre seus produtos estão as pomadas de salsa (para rachadura de pele), calminex (para massagem), a milagorosa (limpeza, anti-infectante e anti-inflamatória), a pomada contra manchas (provocadas pelo sol ou pela gravidez), tinturas de mil-folhas, que é a matéria-prima da Novalgina, de atroverão, para dor e cólicas, de tintucan, para contusões e sinusite e de tanchagem, que serve de anti-inflamatório.

Mais de 50 fitoterápicos são produzidos a partir das plantas da horta

Zezinho Ramos, diretor da Cooperativa Regional dos Assentados da região de Itapeva, a Coapri, conta que as mulheres já tinham a idéia de trabalhar com ervas medicinais, mas foi Isabelle quem sugeriu concentrar a produção numa horta e buscou ajuda técnica para que o grupo aprendesse a manipular as ervas para produzir os medicamentos. "Achamos magnífico buscar na terra a nossa medicina. É uma atividade fundamental para as famílias", diz o dirigente, contando que o MST só está aguardando a liberação de uma verba do governo federal para instalar os laboratórios fitoterápicos em Itapeva e em outros estados onde a organização atua.

Em Itapeva, a produção de remédios naturais começou com um grupo de assentadas na área V, mas hoje já existe na área III, I e está se iniciando nas áreas IV e VI. Todo esse assentamento, iniciado a partir de uma ocupação ocorrida em maio de 1984, é localizado onde outrora foi a fazenda Pirituba, que era de propriedade do Estado. Ele tem ao todo cerca de 7.000 hectares onde hoje vivem mais de 400 famílias.

 

Leia mais:

A Farmácia Viva das mulheres do MST

Ampliando o projeto


Reconectando

Como manter
nossa ligação
com o universo?
Ecologia, casa,
trabalho - a vida
em sociedade

 

 


| ISTOÉ ONLINE | DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | ISTOÉ DIGITAL | EDIÇÕES ANTERIORES |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
AVISO LEGAL
© Copyright 1996/2002 Editora Três